Ainda não vou entrar a fundo na história das aparições de Nossa Senhora de Fátima, mas quero comentar rapidamente três coisas sobre um livro que vi nas Paulinas por esses dias.
Vi-o e me chamou a atenção (quase comprei). Dei uma folheada nele e me desanimou em três pontos:
01) Ele diz que a Consagração da Rússia foi realizada por s. João Paulo II em 1984, o que é absurdo. O Papa João Paulo II, em 1984, consagrou o mundo (sem citar a Rússia) e o Observatório Romano (jornal do Vaticano) ainda colocou em sua capa uma estranha oração que o Papa teria feito: "ilumina especialmente os povos de quem esperas esta consagração" (tradução livre, quem souber italiano ajude, por favor). Ele não cita a Rússia nominalmente em nenhuma de suas consagrações e a irmã Lucia foi direta sobre isso: "Nossa Senhora nunca pediu a consagração do mundo, mas sim da Rússia" (cito de cabeça).
02) Ele diz que a profecia da conversão da Rússia se deu com a queda do muro de Berlim. Isso é de uma ingenuidade inacreditável. Ou o autor está alienado, ou não entende o que seja conversão, ou usa de má fé (ou diz o que lhe falaram para dizer).
03) Ele interpreta o Terceiro Segredo de Fátima como o atentado que o Papa João Paulo II sofreu em 1981, exatamente como a interpretação do Vaticano na época em que foi revelado (ano 2000, se não me engano), o que é também um atentado à nossa inteligência. O Papa da visão é assassinado, e não só ele, diversos bispos, padres e leigos fiéis a ele. No atentado ao Papa em 1981 ninguém morreu. Dizer que a profecia era condicionada à ouvir a mensagem ou não também não ajuda, ou alguém pode chamar o mundo de convertido hoje? As coisas estão cada vez piores!
Segue o link com a interpretação do Vaticano: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000626_message-fatima_po.html
Perdi o interesse pelo livro. O próprio Ratzinger se desmentiu como Papa Bento XVI ao dizer que a mensagem de Fátima não estava ainda superada (depois de tê-la dado como encerrada no ano 2000). Ainda teremos novidades sobre isso. E não serão boas.
Wilson Junior
domingo, 29 de novembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
NÃO ACREDITO EM BAYSIDE, EUA
Essas aparições aqui não considerarei em nada no estudo, mas, pra prosseguir o caminho começado em 2012, vem esse texto que é do início de 2013.
Essa
já é demais para crer...mas e se...?
Wilson Jr. 17 e 29/04/2013
Bom,
vou adiantar logo de cara que não acredito nessas aparições, por mais ‘sinais’
que apresentem. Mas, como diz o ditado, cautela e caldo de galinha não fazem
mal a ninguém. Que aparições estou falando? Das aparições de Nossa Senhora em
Bayside, EUA, no século passado (portanto, bem recente e bem documentada), na
década de 70.
A
vidente Verônica Lueken era uma típica dona-de-casa, mãe de cinco filhos. Em
1968, quando Verônica soube pelo rádio do assassinato de Robert F. Kennedy
começou a chorar e a rezar por ele, quando sentiu um inexplicável perfume de
rosas. Nesta aparição, Nossa Senhora apresentou-se como a ‘Senhora das rosas,
auxílio das mães’.
Concordo
com o site de onde tirei essas informações no seguinte: “Nunca em mensagens
anteriores a Mãe de Jesus foi tão dura e jamais fez denúncias tão
comprometedoras, inclusive citando nomes de altos prelados que, segunda Ela,
estariam a ‘serviço de Satanás’ e agindo corruptamente dentro do Vaticano”.
Além do
que sempre é pedido (orações, penitências, conversão), o que surpreende nestas
aparições começo a relatar agora:
01)
“Em 27 de setembro de 1975, para estarrecimento
de todos, a Senhora menciona que na cátedra de Pedro havia ‘um impostor criado
a partir das mentes dos agentes de Satanás’ assumindo o lugar de Paulo VI.
Suplicou à Verônica que proclamasse sobre os telhados que ‘os melhores
cirurgiões plásticos foram usados para criar esse impostor’”. O Papa Paulo VI
verdadeiro seria um prisioneiro no Vaticano.
02)
“Nossa Senhora das Rosas denunciou que o
sucessor de Paulo VI/impostor, que fora João Paulo I, reinou apenas 33 dias
porque ‘foi assassinado por envenenamento’”.
03)
Nestas aparições a Senhora cita três nomes (de
Cardeais): Villot, Benelli e Casaroli como agentes de Satanás. Chega a dizer:
“Casaroli, condenareis vossa alma ao inferno! Giovanni Beneli, que caminho
haveis tomado? Estais no caminho que leva ao inferno e à condenação. Villot,
líder do mal, apartai-vos desses traidores; não sois desconhecido para o Pai”
04)
Ela revela o terceiro segredo de Fátima, não
revelado pelo Vaticano (até então): “Eu vos adverti que satanás entraria nos
mais altos reinos da hierarquia de Roma. O terceiro segredo, filha minha, é que
satanás entraria dentro da Igreja de meu Filho”.
05)
“Em 18 de junho de 1986, Durante a vigília de
orações, mil e quinhentas pessoas foram testemunhas do ‘milagre do sol’ que
girou exatamente como ocorrido no episódio de Fátima”.
Minhas considerações sobre isso:
(1) É algo grave demais, inacreditável demais,
não há como enganar tantos com algo tão incrível. O Papa Paulo VI nunca foi
bom, desde quando era bispo e secretário do Papa Pio XII, que o afastou do
cargo por ter sido provado que ele passava informações confidenciais à Rússia.
O padre Luigi Villa foi o responsável por essa cassação e de muitas outras
coisas estarrecedoras contra o bispo Montini,
futuro Papa Paulo VI. “Nossa Senhora” o defende. Diante das evidências da
História, é difícil defender Paulo VI. Se ele tivesse sido trocado por outra
pessoa explicaria muita coisa. Considero quase impossível isso ter acontecido. Há
acusações (não de ‘Nossa Senhora’) de que a irmã Lúcia teria sido substituída
por uma sósia também. As evidências apresentadas são bem melhores do que essas
de Paulo VI. Porém, todas as duas são questionáveis e improváveis. No caso de
Paulo VI, envolveria o Vaticano inteiro numa mentira. No caso da irmã Lucia, um
convento inteiro numa mentira. E não é uma mentirinha, uma mentira mortal.
Considero (minha opinião) impossível no caso de Paulo VI e improvável no caso
da irmã Lucia (embora não impossível; quando escrever sobre Nossa Senhora de
Fátima, volto nessas acusações).
(2) Parece-me também muito
inacreditável que Nossa Senhora venha revelar um assassinato cometido dentro do
Vaticano, como se fosse uma detetive ou delatora. Uma coisa é uma profecia
relativa ao futuro (e condicional à ouvir ou não a sua mensagem), outra coisa é
essa acusação sobre o que estaria acontecendo no Vaticano. Só pra esclarecer:
eu acredito, pelas evidências que já estudei, que João Paulo I foi assassinado
SIM, mas não acredito que Nossa Senhora viria dos Céus para nos dizer isso. Outro
ponto: se o Paulo VI impostor estava no comando, ele era um falso Papa. Os que
viriam após ele seriam legítimos? Não sei dizer, mas considero impossível a
questão.
(3) Parece-me também demais que
Ela venha denunciar pessoalmente três cardeais. Se eles têm culpa no cartório
(e é bem provável que não tenham sido nada bons; todos eles estão na lista do
jornalista Mino Pecorelli, que foi assassinado na Itália, e que denunciou nesta
lista mais de 100 bispos católicos iniciados na Maçonaria) não são os únicos.
Seria uma maneira totalmente nova de Nossa Senhora se manifestar aos homens.
Estranho demais. Imagine que Nossa Senhora viesse acusar pessoalmente todo
Cardeal que se desvia da Sã Doutrina! Ela não faria outra coisa até o fim do
mundo.
(4) As evidências de que o
terceiro segredo de Fátima fala de uma apostasia na Igreja, e vindo de cima,
não é novidade. Isso parece muito mais um intuito de enganar e arrastar as
pessoas com esse sensacionalismo.
(5) É próprio do demônio ficar
repetindo o que foi feito por ação de Deus. Repetir o tal ‘milagre do sol’
realizado em Fátima é esquisito. Por outro lado, Jesus, nos Evangelhos,
multiplica os pães DUAS vezes. Não consegui encontrar notícias de jornais sobre
esse fenômeno acontecido (mesmo sendo de 1986; o de Fátima, em 1917 eu consegui
encontrar!).
Conclusão: as aparições não são
reconhecidas pela Igreja, as ‘revelações’ são bombásticas demais, quem quer que
tenha aparecido à vidente Verônica, é difícil acreditar que tenha sido Nossa
Senhora. Ninguém é obrigado a acreditar em revelações particulares, e nessa eu
realmente não acredito. Não há santos nesta época que confirmem o que aconteceu
como verdadeiramente mensagens do Céu.
Fonte das aparições: site do
“Últimas e derradeiras graças”.
sábado, 21 de novembro de 2015
ROMA SERÁ A SEDE DO ANTICRISTO?
Polêmica é um dos meus nomes e não tenho medo disso. Na próxima parte do estudo trato sobre as aparições de Nossa Senhora de La Salete, na França, no século XIX. Este texto também é de 2012. Estão acabando os antigos e logo chegaremos aos novos.
“Roma será a sede do
Anticristo”
Wilson Jr – 27 e 28.12.2012
“Melanie, o que
eu te vou dizer agora não será um segredo para sempre. Tu podes publicá-lo em
1858” (N.S.Salette). Obviamente não vou me prender em toda a
história das aparições de Nossa Senhora de La Salette, mas quem quiser
pesquisar mais, há fartos sites sobre, indico um: http://www.derradeirasgracas.com/4.%20Apari%C3%A7%C3%B5es%20de%20N%20Senhora/Nossa%20Senhora%20de%20La%20Salete.htm
Quanto às suas profecias, vamos procurar relacioná-las com o
que já foi visto. O segredo revelado apenas a Melanie (mas não a Maximino) em
1846, foi entregue o texto do segredo ao Papa Pio IX em 1851 e publicado em sua
totalidade apenas em 1879. É interessante também citar que o segredo não está
incluído na aprovação dada pela Igreja à aparição, pois só foi divulgado
depois.
“Os sacerdotes,
ministros de meu Filho, os sacerdotes, por causa da sua vida má, pelas suas
irreverências e pela sua impiedade ao celebrar os santos mistérios, pelo
amor ao dinheiro, o amor às honras e aos prazeres, os sacerdotes converteram-se
em cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes provocam a vingança e a
vingança pende sobre suas cabeças”.
É impressionante o linguajar utilizado para designar os
sacerdotes: “cloacas de impureza”. Se essa declaração fosse aos dias de hoje,
estaria perfeita: má vida, irreverência e impiedade ao celebrar, amor ao
dinheiro, às honras e prazeres...mas em 1846? Estava tudo tão ruim assim já? Ou era já uma projeção ao futuro? Se
era para ser divulgado em 1858, imagino que seria para prevenir que essas
coisas não acontecessem. O que veio depois de 1858 (ou de 1879, quando foi
divulgado)? Nesse ano em que foi pedida a divulgação aconteceu outra aparição
mariana: a de Lourdes (mas essa veremos depois).
O que sabemos e que
bate com o que Nossa Senhora alerta é a heresia chamada de MODERNISMO. Esta apareceu “nos finais do século XIX”
(segundo a Wikipedia) e entre seus principais pensadores estão: padres
Salvatore Minochi, Romulo Murri, Ernesto Buonaiuti, George Tyrrel, Alfred
Loisy, e o escritor Antonio Fogazzaro (segundo a Montfort). O que há de tão
horrível assim nesta heresia, a ponto de Nossa Senhora chorar em La Salette
pelos sacerdotes? Veremos também mais adiante, quando são Pio X, no início do
século XX, a condenar textualmente. Por ora voltaremos às profecias.
“Deus permitirá
que a antiga serpente ponha divisões entre os soberanos, em todas as sociedades
e em todas as famílias. (A humanidade) sofrerá penas físicas e morais. Deus
abandonará os homens a si mesmos e enviará castigos que se hão de suceder
durante mais de 35 anos”.
Logicamente estou separando algumas frases, pois o texto
mesmo é bem longo. Essa frase chama atenção por ser, à primeira vista, uma
injustiça: Deus abandonará os homens a si mesmos. Que isso aconteça com aqueles
que O abandonaram, mas e quanto às crianças, por exemplo? Logicamente esta
profecia é para aqueles que perseverarem no mal (no Modernismo?). E o “durante
mais de 35 anos”? Se contarmos até o final do reinado de são Pio X vamos ter
mais ou menos esse tempo, mas será que é isso? Não pode ser, pois somente após
são Pio X (que foi quem caçou o Modernismo dentro da Igreja) é que vieram duas
Grandes Guerras Mundiais, por exemplo. Logo após são Pio X, o Papa Bento XV já
não foi tão enérgico no combate ao Modernismo.
“Que o Vigário
de meu Filho, o Sumo Pontífice Pio IX, não saia de Roma depois de 1859; mas que
seja firme e generoso, que combata com as armas da fé e do amor. Eu estarei com
ele”.
Em 1869 Pio IX inicia o Concílio Vaticano I. Por que o “não
saia de Roma”?
“Que o Papa se
acautele contra os fazedores de milagres, porque chegou o tempo em que se hão
de operar os mais espantosos prodígios na terra e no ar”.
Quais foram esses prodígios realizados de maneira espantosa e
que Nossa Senhora pede que o Papa se acautele? Serão os estigmatizados? Fora
estes, quem impressionou mais ou menos de maneira espantosa nessa época talvez
tenham sido os Pentecostais protestantes. Quem tiver outra sugestão sobre quem
Nossa Senhora está falando, que apresente.
“No ano de 1864,
serão libertados do inferno Lúcifer com um grande número de demônios;
eles abolirão a fé pouco a pouco, mesmo nas pessoas consagradas a Deus. irão
cegá-las de tal forma que, salvo se elas forem abençoadas por uma graça
especial, essas pessoas assimilarão o espírito desses anjos maus. Muitas
casas religiosas perderão completamente a fé e muitas almas irão se perder”.
O que aconteceu em 1864? Parece-me evidente que se fala do
Modernismo, é a única coisa que se encaixa aqui (inclusive o Pentecostalismo
também se encaixa no Modernismo). A assimilação do “espírito” dos anjos maus
estaria ligada ao Pentecostalismo? Não foi o “reavivamento” protestante, que
influenciaria muitos católicos, incluindo o futuro Papa João XXIII, e, mais à
frente, dando início à Renovação Carismática Católica?
O que vem a seguir é incrível demais para uma tentativa de
interpretação. É preciso meditar nas palavras de Nossa Senhora e começarmos a
orar, com jejuns, lágrimas e penitências, clamando sem cessar a misericórdia de
Deus.
“Os livros maus
abundarão na Terra e os espíritos das trevas espalharão, por toda a parte, um
relaxamento universal por tudo o que seja serviço de Deus; e terão um enorme
poder sobre a natureza. Haverá igrejas dedicadas ao culto desses espíritos. Certas
pessoas serão transportadas de um a outro lugar por esses maus espíritos, e até
sacerdotes, porque eles não serão conduzidos pelo bom espírito do
Evangelho, que é um espírito de humildade, de caridade e de zelo pela glória de
Deus.
Em algumas ocasiões, os mortos e
os justos serão trazidos de volta à vida (isto é, esses mortos tomarão a
aparência das almas justas que viveram na Terra, para melhor seduzir os homens.
Esses ditos mortos ressuscitados não serão mais do que o demônio sob as suas
figuras, e pregarão outro evangelho, contrário ao do verdadeiro Jesus
Cristo, negando a existência do Céu, quer ainda a existência das almas
dos condenados. Todas essas almas aparecerão como que unidas aos seus corpos).
E serão vistos, por toda a parte, prodígios extraordinários, porque a fé
verdadeira se extinguiu e a falsa luz ilumina o mundo. Ai dos Príncipes da
Igreja que se tenham apenas dedicado a acumular riquezas e salvaguardar a sua
autoridade, e a dominar com orgulho!”
Aterrador. Nem sei o que dizer, de imediato. Quem, hoje em
dia, tem conhecimento das profecias de La Salette? E pra quê ter conhecimento
do que disse Nossa Senhora se o Espírito Santo fala em nós (e até ora em nós),
não é mesmo? Será o Espírito Santo mesmo ou será que estamos seguindo a nós
mesmos? Talvez mais pra frente eu volte nesse ponto, que parece inacreditável
demais.
“O Vigário do
meu Filho terá muito que sofrer, porque um tempo a Igreja será entregue a
grandes perseguições – será o tempo das trevas. A Igreja terá uma crise
medonha. Esquecida a santa fé de Deus, cada indivíduo quererá governar-se por
si mesmo e ser superior aos seus semelhantes”.
Qual é esse Papa que terá muito que sofrer? Pio IX? Ou essa
profecia é bem mais para frente? Cada indivíduo querer governar-se a si mesmo,
esquecendo a fé de Deus, parece-me o subjetivismo pentecostal. Quem na Igreja
hoje sabe dizer o que é a heresia do Modernismo? Mas estão todos cheios do
Espírito Santo (mesmo fora da Igreja Católica, mesmo que não saibam nada da
verdadeira fé).
“O Santo Padre
sofrerá muito. Estarei com ele, até o fim, para receber o seu sacrifício. Os
malvados atentarão muitas vezes contra a sua vida, sem poder pôr fim aos seus
dias; nem ele, porém, nem o seu sucessor (Nota escrita por Mélanie na margem de
seu exemplar: ‘que não reinará por muito tempo’) verão o triunfo da Igreja de
Deus”.
Aqui lembra-me o que Nossa Senhora diz em Fátima sobre o sofrimento
do Papa. Mas nem ele (qual deles?) nem seu sucessor (que terá pouco tempo; João
Paulo I?) verão o triunfo da Igreja. É inevitável lembrar de João Paulo I (que
só governou por 33 dias) quando se fala de um reinado curto. Se for dele que
estava falando, então o Papa que sofre é Paulo VI (!!!). Não sei se Paulo VI
sofria pela crise da Igreja, mas que ele fez sofrer, fez, afinal, qual Papa, no
século XX, beneficiou mais o Modernismo que Paulo VI? A não ser...que as
profecias de Nossa Senhora de Bayside sejam verdadeiras...mas essas não são
reconhecidas pela Igreja...e são inacreditavelmente terríveis...terríveis
demais...
É contada muitas e muitas coisas, e iremos dar uma acelerada
até o ponto que os sedevacantistas costumam se apegar bastante. Mas, antes da
frase que dá título a esse artigo, mais um parágrafo interessante.
“Haverá no mundo
uma espécie de falsa paz. Não se pensará senão em divertimentos. Os
malvados se irão entregar a todo o gênero de pecados. Porém, os filhos da santa
Igreja, os filhos da fé, os meus verdadeiros imitadores, crescerão no amor de
Deus e nas virtudes que me são mais queridas. Ditosas as almas humildes,
dirigidas pelo Espírito Santo!”
Estará falando do mundo ou também dentro da Igreja, quando
fala de divertimentos? Com tantos bingos, carnavais para Jesus, micaretas
cristãs, a própria Missa virando um show...não sei...não se vê quem busque
virtudes, mas se vê muito quem busque carismas ou coisas materiais!
“Roma perderá a
fé se tornará a sede do anticristo”.
Essa é a frase usada para justificar que, após o Concílio
Vaticano II, ou após o Papa Pio XII, quando aparentemente o Modernismo triunfa
na Igreja de maneira visível e oficial, o Vaticano (Roma) perderá a fé.
Mas...seria isso possível? O inferno não estaria prevalecendo sobre a Igreja
dessa forma? Se tivesse sido dito apenas que Roma seria a sede do anticristo,
tudo bem, pois iria apenas designar um local onde o anticristo concentraria
mais as suas forças, mas...e esse “Roma perderá a fé...”?
Talvez “Roma” signifique que até mesmo o Papa (ou mais de um)
perderá a fé. Assim poderia ser, mas a Igreja como um todo? Nunca! Pouco antes
da publicação do segredo tinha acontecido o Concílio Vaticano I, declarando o
dogma da infalibilidade papal, como de repente a Igreja abandonaria a fé? Por
mais que os Sedevacantes queiram fazer malabarismos, não há como conciliar
isto. No caso de um Papa sim, no caso da Igreja não.
No caso de um Papa sim, eu escrevi. Qual? Já veio ou ainda
virá? Se levar em conta que essa grande crise é mesmo a heresia do Modernismo,
então esse Papa eu diria que é Paulo VI. Se for mais de um, inclui-se João
XXIII. Como ter certeza? Julgando pela fé católica, pelas profecias de Nossa
Senhora e santos. Logicamente, tudo isto são hipóteses. O problema das
hipóteses é que cabem outras. Caberiam até mesmo hipóteses a favor de Paulo VI
e João XXIII. Querem ver?
“A Igreja será
eclipsada, o mundo estará em aflição. Porque, eis que chegam
Enoque e Elias, cheios do Espírito de Deus; eles pregarão com a força de
Deus, e os homens de boa vontade acreditarão
em Deus, e muitas almas serão consoladas. Farão grandes progressos pela
virtude do Espírito Santo e condenarão os erros diabólicos do Anticristo”.
Pensando bem, eu iria interpretar ‘Enoque e Elias’ como os
dois Papas do Concílio Vaticano II, mas se olharmos bem, eles não pregaram ‘com
força’ (de maneira dogmática, mas pastoral) e não fizeram os ‘homens de boa
vontade’ (maçonaria?) acreditarem em Deus (no verdadeiro). Também não
condenaram erros nenhum (longe disto).
“O sangue
correrá por toda a parte. Quem poderá vencer se Deus não diminuir o tempo da
prova? Pelo sangue, as lágrimas e as orações
dos justos, Deus se deixará aplacar. Enoque e Elias serão martirizados. Roma,
pagã, desaparecerá. Cairá fogo do céu e consumirá três cidades. Todo o
universo será presa de terror e muitos se deixarão seduzir, porque não adoraram
o verdadeiro Cristo, que vivia entre eles. Chegou o tempo; o sol está
escurecendo; só a fé sobreviverá”.
Sangue, lágrimas e orações! Assim se combate! É preciso ter
coragem de um mártir! Que Deus nos dê essa coragem, mas o ponto principal não é
se Deus vai nos dar ou não essa coragem...o
ponto principal é se NÓS queremos essa coragem! Deus faz 99% de
tudo, mas esse nosso 1% que precisamos dar atrapalha-nos demais!
Um ponto interessante: “Roma, pagã, desaparecerá”. Se Roma
havia perdido a fé e se tornado a sede do anticristo, já não havia nada de
Roma. Porém, na restauração prometida é a Roma ‘pagã’ que desaparecerá. Isso
faz pensar que as duas Romas estarão agindo, e logicamente a fiel a Deus
vencerá.
Gostaria de acrescentar um comentário agora, no final, sobre
a parte da mensagem que fala que mortos e justos voltarão à vida, demônios
tomarão a forma desses que voltarão à vida e farão prodígios extraordinários. Parece-me
inacreditável demais! E isso não aconteceu, pelo menos não ainda. Não tenho
conhecimento de ninguém que tenha ressuscitado e esteja fazendo milagres. Se
isso acontecer mesmo, como é que se irá provar que não é da parte de Deus? Mesmo
que esteja pregando contra a fé, com toda certeza, uma multidão irá
acompanhá-lo.
Bom, há quem coloque em dúvida essas profecias como
acréscimos duvidosos, http://advhaereses.blogspot.com.br/2012/03/roma-nao-sera-sede-do-anticristo.html, e lembro novamente que essas
profecias não são reconhecidas pela Igreja, por terem sido anunciadas depois,
mas a vidente é a mesma, Mélanie (embora somente ela, Maximino não confirmou).
Enfim, coisas a favor, coisas contra.
A mensagem de La Salette segue a mesma linha das outras em
seu tempo: crise no clero, sofrimento do Papa, etc, se encaixa perfeitamente
entre os “profetas da desventura” que João XXIII citou no início do Concílio
Vaticano II.
Nossa Senhora de La Salette, rogai por nós!
P.S.: Nunca ouvi falar nem se existe um processo de
beatificação para os videntes de La Salette, embora seja uma aparição
reconhecida pela Igreja. Nem para Mélanie nem Maximino. Por que tanta pressa em
beatificar e canonizar os nossos últimos Papas? Pio XII, João XXIII, Paulo VI,
João Paulo I e II: quanto empenho em canonizar estes (Pio XII nem tanto)
enquanto, além de Mélanie e Maximino, nem se fala da irmã Lúcia, vidente de
Fátima, por exemplo (ou na canonização dos outros dois pastorinhos, Jacinta e
Francisco). As ‘virtudes heróicas’ dos
últimos Papas estão tão evidentes assim? Será que só eu não consigo ver?
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
O MITO DA IDADE MÉDIA
E aqui estamos nós, nas “trevas”
medievais. A autora inicia o livro ironizando os críticos medievais, que
consideram a Idade Média como uma época de “mortes,
massacres, cenas de violências, fomes, epidemias”. Ela ri de um
encontro (universitário) realizado em 1964 na França cujo tema era: “A Idade
Média seria civilizada?”: “Desejamos”,
diz a autora, com ironia, “para conforto
moral dos participantes, que nenhum tenha tido, ao voltar para o seu domicílio,
de passar diante da Notre Dame de Paris. Podia ter sentido um certo mal-estar”.
“A Idade Média significa sempre: época de ignorância, de embrutecimento,
de subdesenvolvimento generalizado, muito embora tenha sido a única época de
subdesenvolvimento durante a qual se construíram catedrais”, ironiza a
autora, mais uma vez, como também quando comenta sobre uma jornalista, que
teria declarado a respeito de um acontecimento atual: “execuções duma selvageria quase medievais!”. Sua resposta é constrangedora: “Saboreemos este ‘quase’. Certamente, no
século dos campos de concentração, dos fornos crematórios e do Goulag, como não
ficar horrorizado com a selvageria dos tempos em que se esculpia o portal de
Reims ou o de Amiens”.
No decorrer do livro a autora
(Regine Pernoud, desculpe) vai desconstruindo as idéias que normalmente temos
da Idade Média, e que são baseadas em preconceitos e lendas, como serem os
medievais “desajeitados e inábeis”, “grosseiros e ignorantes”, época de “indolência
e barbárie”, “a mulher sem alma”, etc. Ela mostra com fatos históricos como a
mulher era valorizada na Idade Média, e que somente a partir do Renascimento
(na Idade Moderna) ela passa a ser renegada a um segundo plano. Até mesmo
quando fala das bruxas que foram queimadas ela esclarece que, não na Idade
Média, mas já era também na Idade Moderna.
Regine Pernoud é especialista em
Idade Média, este é o segundo livro seu que leio e recomendo. Para desfazer
esses mitos que são tão vivos em nós sobre a Idade Média, somente o estudo
mesmo. É fato que muito do preconceito sobre os medievais vem de que esta seria
uma época totalmente “católica” (ou seja, um preconceito religioso) ou “cristã”
(dá no mesmo). Até mesmo essa imagem que temos de que a Igreja Católica mandava
no mundo a autora mostra que não era bem assim, com o exemplo do Papa que foi
expulso de Roma (Urbano II) e ficou exilado na França, entre outros.
Não é um livro muito grande, mas
riquíssimo. Se você quer alimentar suas ideologias revendo a História a seu
favor (como fazem os marxistas), esqueça! Seja feliz na sua ignorância! Se quer
aprender História através de fatos históricos, quer sejam a favor ou contra
suas convicções, com a intenção de chegar o mais perto possível da verdade (ao
menos em busca desta), esta autora e
este livro são um bom começo.
Wilson Junior
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
MARIE JULIE JAHENNY E SUAS VISÕES SURPREENDENTES
Essa daqui é fantástica! Vale a pena conhecer! Mais um texto antigo, mas precisamos concluir o que já vi para depois continuar de onde parei, não é mesmo?
As
visões de Marie-Julie Jahenny
Wilson Jr. 11.12.2012
Marie-Julie
não foi beatificada nem canonizada. Procurei rapidamente pela internet e não
achei nada que indicasse que há, pelo menos, um processo de investigação sobre
ela. Mas, pelo caráter de sua vida e fenômenos que se manifestaram, pode ser
citada neste estudo. Fonte: http://www.communityofhopeinc.org/Prayer%20Pages/Saints/marie%20julie.html
Ingressou
na Ordem Terceira Franciscana com 20 anos (1870), três anos depois recebeu os
estigmas (além das cinco chagas, sofreu as feridas da coroa de espinhos e a
cruz na cabeça e ombros, entre outras). Foi agraciada com muitas visões,
algumas iremos ver neste estudo.
Em
1880, durante um êxtase, ela descreveu: “O Sumo Pontífice lança uma oração agonizante a seu
povo, aos filhos dos quais é o pai. É uma espada para a minha alma...eu vejo aves
brancas que levam em seus bicos seu sangue e pedaços de sua carne. Eu vejo a
mão de Pedro quebrada pelo prego como o de Deus. Vejo suas roupas
cerimoniais em farrapos, roupas que vestem sua dignidade para derrubar Deus
do altar. Eu vejo tudo em meu sol (Nota: a palavra poderia ser ‘filho’ em vez
de ‘sol’ – em inglês a palavra ‘sun’ é sol e ‘son’ é filho). Oh, como eu sofro!”
Salta
aos olhos o que destaquei sublinhando: ‘aves
brancas’ que levam o sangue e pedaços de carne do Papa. Quem são essas
aves brancas? Seriam os bispos? Mas na visão de são João Bosco, os bispos se
reúnem COM o Papa e não CONTRA ele. Porém, a beata Ana Catarina Emmerich diz
que vê o Papa rodeado de falsos amigos. Logicamente, não há uma unanimidade nos
bispos, alguns estarão a serviço de Cristo e outros, infelizmente, a serviço do
mal (conscientes ou não). Isso está claro até nos Evangelhos (o joio e o
trigo). Qual Papa? Será que o Papa que Marie-Julie vê é o mesmo que são João
Bosco e os pastorinhos de Fátima vêem? Serão vários Papas ou essas visões dizem
respeito a um determinado Papa?
A
‘mão quebrada’ de Pedro
também é interessante. Isto poderia se encaixar na colegialidade que hoje
existe na prática, embora na teoria o Papa é a cabeça visível da Igreja ainda,
mas claramente sem poder de comando total. A colegialidade foi, sem sombra de
dúvida, coroada no Concílio Vaticano II, na confusa Lumem Gentium (um documento
que possui, em seu final, uma ‘nota explicativa’, que acaba sendo uma confissão
de que não ficou claro o seu texto).
Quanto
às roupas cerimoniais em farrapos,
também poderíamos citar o Concílio Vaticano II e Reforma Litúrgica do Papa
Paulo VI, afinal, foi após o Concílio que os padres deixaram de usar a batina
(se foi culpa do Concílio não sei, mas foi após ele que se permitiu). A
batina,no entanto, não é a roupa da cerimônia. Os trajes a serem usados na
Santa Missa continuam. Por que estão em “farrapos”? será somente a roupa do
Papa ou do clero em geral? Será espiritual a mudança (a Missa nova?)?
Em
1884 Nossa Senhora diz a Marie-Julie: “A crise explodirá repentinamente, os castigos serão
compartilhados por todos e acontecerão um após o outro sem interrupção...os três dias de escuridão serão
a quinta, sexta e sábado. Os dias do Santíssimo, da Cruz e de Nossa Senhora...a
terra será coberta de escuridão...e o
inferno será libertado na terra. Trovões e relâmpagos farão com que
aqueles que não têm fé nem confiança em Meu poder morram de medo...durante esses três dias de escuridão
aterradora, nenhuma janela deverá ser aberta, porque ninguém será capaz de ver
a terrível cor que terá nesses dias de castigo sem morrer...o Céu
estará ardendo, a terra se partirá...durante esses três dias de trevas que se
acenda a vela abençoada em toda parte, nenhuma outra luz brilhará...ninguém
fora de um abrigo sobreviverá. A terra tremerá como no juízo e o terror será
enorme...apenas as velas de cera
benta darão luz durante essa terrível escuridão. Uma vela só bastará
para a noite dessa noite de inferno...nas casas dos ímpios e dos que blasfemam
estas velas não darão nenhuma luz...tudo será sacudido, menos o móvel em que
repousa a vela benta...vocês vos juntareis ao redor do crucifixo e minha santa
imagem. Isto é o que manterá afastado esse terror...durante esta escuridão, os demônios e os ímpios tomarão formas das
mais horríveis...nuvens vermelhas como sangue se moverão pelo céu. O
trovão estrepitoso estremecerá a terra e sinistros relâmpagos riscarão os céus
fora do tempo. A terra será sacudida desde seus alicerces. O mar de levantará e
suas ondas furiosas se estenderão sobre os continentes...a Terra se tornará um enorme cemitério. Os corpos dos ímpios
e dos justos cobrirão o solo. Três
quartos da população mundial desaparecerão. Metade da população da
França será destruída”.
Estes
famosos três dias de escuridão são citados, segundo o site, por vários santos
(não sei quais), inclusive por Padre Pio de Pietrelcina (nunca li nada sobre
isso). Sem dúvida, a mensagem de Marie-Julie se encaixa perfeitamente no que o
Papa João XXIII, na abertura do Concílio Vaticano II, chamará de “profetas da
desventura”. Nota-se logo de cara que essas profecias ainda não se realizaram. Não houve (ainda) esses três dias
de escuridão onde ninguém deve abrir a janela (para não ser morto), onde apenas
as velas bentas irão ter luz, onde os demônios tomarão formas horríveis, onde
apenas um quarto do planeta estará vivo. Li comentários de incrédulos em fóruns
pela internet em que debochavam dessas mensagens e, cá pra nós, é realmente
aterrador e incrível. Mas, uma coisa seria EU dizer que essas coisas irão
acontecer, outra coisa é uma mulher religiosa, com os estigmas de Cristo, que
passou 5 anos se alimentando apenas da Eucaristia (e depois, nos seus últimos
anos, também) falar tudo isso.
Surpreendente
também é o que Marie-Julie relata no início do século XX. Entre 1902 e 1904,
ela relatou: “E eu os advirto. Os discípulos que não
são do Meu Evangelho estão trabalhando duro para refazê-lo segundo as suas
ideias e sob a influência do inimigo das almas uma Missa que conterá palavras odiosas à minha vista...quando
chegar a hora fatídica quando os meus sacerdotes serão postos à prova, serão
(estes textos) os que serão celebrados neste segundo período...o primeiro
período é o do Meu sacerdócio, que existe desde que Eu o fundei. O segundo é o
da perseguição, quando os inimigos da fé e da santa religião, que imporão suas
fórmulas, no livro da segunda celebração...esses espíritos infames são aqueles
que Me crucificaram e estão esperando o reinado do novo Messias”.
Não
há como não falar da reforma litúrgica de Paulo VI e sua nova Missa, ou será
que se está falando especificamente de uma Missa negra? Ora, missas negras não
são novidades, por que esta seria específica? E além do mais, diz que durante o
‘segundo período’ os textos serão celebrados pelos sacerdotes. Estaria falando,
não do rito novo em si, mas das aberrações que vieram a partir dele? Como por
exemplo: missas afro, gaúcha, tango, etc?
“Nesta aberração, os sacerdotes
quebrarão seus juramentos...pelo pouco respeito que tem para com os Apóstolos
de Deus, o rebanho se torna indiferente e deixa de observar as leis. O
próprio sacerdote é responsável por esta falta de respeito, porque ele próprio
não respeita seu sagrado ministério, e o lugar que ocupa nas suas funções
sagradas, o rebanho segue os passos de seus pastores; e isso é uma grande
tragédia...o clero será severamente castigado por sua veleidade
inconcebível e sua grande covardia que lhe é incompatível com suas funções...um
terrível castigo está preparado para aqueles que erguem todas as manhãs a pedra
do Santo Sacrifício. Eu não vim para seus altares para ser torturado.
Sofro mil vezes mais por esses corações do que nenhum outro. Vos absolvo dos
vossos pecados grandes, meus filhos, mas não pode conceder nenhum perdão a
estes sacerdotes”.
Sem
dúvida, fala de celebrações sacrílegas. Novamente, é impossível não imaginar a
Missa nova do Papa Paulo VI com suas inovações. Não se pode, porém, imaginar
que o Santo Sacrifício seria extinto (a não ser por pouquíssimos, que
continuariam celebrando no rito gregoriano), isso seria a vitória do inferno
sobre a Igreja (o que é impossível). Assim, só podemos conceber que a Santa
Missa atual é válida, mesmo sacrílega. Como pode?
Marie-Julie
diz que “aqueles que governam o rebanho”
serão os culpados pela crise que virá. O comunismo não teria triunfado se a
Igreja tivesse permanecido fiel. Ela menciona um Papa que, no último momento,
inverterá a sua política e fará um apelo solene ao clero, mas não será
obedecido. Pelo contrário, uma Assembléia de bispos vai exigir ainda mais
liberdade, declarando que já não obedecerão ao Papa. Marie-Julie, então, diz
que a Revolução Vermelha estourará. Ela fala de uma “religião horrível” que substituirá a Fé Católica, e vê “muitos, muitos bispos” abraçando esta
“religião sacrílega e infame”.
Será
que essa assembleia de bispos exigindo liberdades é o Concílio Vaticano II ou
um terceiro Concílio do Vaticano? Sim, porque a “revolução vermelha” já
estourou! Poderia ser que Bento XVI tentasse esse apelo ao clero, mas os bispos
exigissem um outro Concílio, como muitos já até pediram (incluindo o herege
Hans Kung).
“Não deixarão neste caminho odioso e sacrílego. Irão
ainda mais longe para envolver tudo no instante, e de um só golpe, a santa
Igreja, o clero e a Fé de meus filhos...novos pregadores com novos
sacramentos, novos templos, novos batismos, novas confraternidades”.
Assustador! Não pode estar falando do protestantismo, que poderia bem se encaixar nesses novos “pregadores, sacramentos,
templos, batismos e confraternidades”, mas
está falando da Igreja Católica, de algo que acontecerá DENTRO da Igreja
Católica. O que trouxe novos sacramentos, templos, batismos e
confraternidades? O Concílio Vaticano II? A Renovação Carismática? Os novos
movimentos (focolares, neocatecumenato, etc)? Quem se aventura numa resposta?
Se a “Revolução Vermelha” já estourou (a Revolução Russa e o comunismo ateu),
então essa realidade de novos “pregadores, sacramentos, templos, batismos,
confraternidades” JÁ ESTÁ ACONTECENDO!
O que é?
Há
muito mais coisas sobre Marie-Julie e suas visões, mas vamos parar por aqui.
A
preparação a esses tempos de crise vem de longe. Mas, num tempo em que todos
falam com Jesus, com Maria e com o Espírito Santo diretamente, por que ouviriam
esses apelos através de aparições extraordinárias de Nossa Senhora ou de
santos?
Próximos
passos no estudo: Nossa Senhora de La Salette e o início do Pentecostalismo
Protestante moderno.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Santa Catarina Labouré
Mais um texto antigo que merece ser compartilhado.
Ainda tenho alguns outros...
Ainda tenho alguns outros...
Santa
Catarina Labouré e a medalha milagrosa de Nossa Senhora das Graças
Wilson Jr. 14 e 21/11/2012
Em
1815, após a morte de sua mãe, uma menina de 9 anos retirou uma imagem de Nossa
Senhora da parede, beijou-a e pediu-lhe que substituísse a sua mãe, agora
falecida. Ela não tinha ideia de que isso iria acontecer de maneira
extraordinária.
Não vou
me prender nos detalhes da vida da santa, estes podem ser lidos na internet. Em
HTTP://www.catolicismo.com.br, por
exemplo.
Em
1830, já no convento, Catarina foi acordada no meio da noite por um menino (seu
anjo da guarda), que lhe chamou até a Capela, onde disse que a Santíssima
Virgem a esperava. Foi o primeiro encontro. Nossa Senhora lhe revelou algumas
coisas que aconteceriam na França, e em outro encontro mostrou a ela a medalha
que ela deveria pedir ao seu confessor que fosse feita (a medalha que
conhecemos de Nossa Senhora das Graças).
Através
da medalha, muitas graças aconteceram na vida de quem as recebeu, e por isso
ela ganhou o nome de medalha ‘milagrosa’. Somente no final de sua vida é que
souberam que ela tinha sido a irmã privilegiada que recebeu essa missão de
Nossa Senhora. Sua vida foi de recolhimento, oração, modéstia. Foi beatificada
por Pio XI em 1933 e canonizada por Pio XII em 1947. Seu corpo permanece
incorrupto até os dias de hoje.
Onde se
encaixa no estudo essas aparições marianas na vida de santa Catarina Labouré?
Houve uma preparação! Nossa Senhora antecipou algumas coisas particulares
(relativas à França) e fez aumentar a devoção mariana, através da medalha
milagrosa. Vejamos algumas das mensagens:
“Deus deseja te encarregar de uma missão. Tu
encontrarás oposição, mas não temas...os tempos estão difíceis para a França
e para o mundo. Vai ao pé do altar, graças serão derramadas sobre todos,
grandes e pequenos, e especialmente sobre os que as buscarem...haverá muitas
perseguições, a cruz será tratada com desprezo, será derrubada e o sangue
correrá”.
Outro
site: HTTP://profeciasdenossasenhora.blogspot.com.br (onde peguei esta mensagem).
Tempos
difíceis para a França e para o mundo. Poderíamos perguntar: por que tanta
fixação na França durante o século XIX? Houve essa aparição a santa Catarina, e
ainda as aparições de La Salette e Lourdes! Qual o papel da França nisso tudo?
Em
outro site (HTTP://www.filhasdacaridade.com.br)
traz algumas coisas interessantes para nossa meditação. Na primeira aparição
(foram três ao todo), Nossa Senhora lhe diz: “Venha aos pés deste altar. Aqui, as graças serão derramadas sobre todas as
pessoas que pedirem com confiança e fervor: grandes e pequenos. As graças
serão derramdas particularmente sobre as pessoas que as pedirem”.
Interessante!
“Aqui” onde serão
derramadas as graças é “aos pés do
altar”, ou seja, na santa Missa. Mas não foi sempre assim? Nossa
Senhora viria de maneira extraordinária para dizer algo que, em teoria, todos
sabem? A não ser que: esta verdade estivesse ficando esquecida pelos fiéis ou
que fosse uma preparação para algo (por isso um pedido especial do Céu de
maneira mais intensa). Quem tiver outras hipóteses que as apresente.
Que a
importância da santa Missa fique, por vezes, esquecida pelos fiéis (que
fraquejam na fé, ou se afastam, ou não lutam contra as tentações do pecado,
etc), no meu entender, acontece SEMPRE, em maior ou menor grau. O ser humano,
felizmente ou infelizmente, é assim: inconstante. Fico, então, com a segunda
opção: essa aparição extraordinária de Nossa Senhora pedindo que estejamos “aos
pés do altar” é uma preparação. A que? A algo que ainda vai acontecer,
obviamente. E muitas coisas aconteceram, na França e no mundo.
Na
segunda aparição, ela pede que seja cunhada a medalha, e diz que será dada uma
proteção especial da Mãe de Deus. E finalmente na terceira aparição ela aparece
soltando raios das mãos (a figura da medalha), ou seja, derramando suas
bênçãos.
Concluindo:
Nossa Senhora aparece de maneira extraordinária a uma freira filha Ca caridade
(santa Catarina) para preparar a França e o mundo para coisas que acontecerão e
que serão “difíceis”. Fala de “perseguições”, que a “Cruz (Missa?) será tratada com desprezo, será derubada (?) e o sangue correrá”. Por
isso ela pede que as pessoas se coloquem “aos pés do
altar” e sob sua proteção, e que peçam as “graças”. Só faltou vermos o que são “graças”. Será que é
qualquer coisa que quisermos? Se assim fosse Nossa Senhora seria como um “gênio
da lâmpada”, não é mesmo? Claro que esses pedidos não são de qualquer coisa. O
que é que exatamente a santa Mãe de Deus quer nos fazer receber?
Se a
preparação é para algo que vai acontecer à França e ao mundo, parece evidente
que essas graças dizem respeito e uma resposta a essas trágicas coisas que irão
acontecer. não seria algo apenas no âmbito pessoal de cada um (um carro, uma
casa, coisas materiais em geral, uma doença, a não ser que atingisse a muitos,
uma epidemia, por exemplo) mas graças de combate (santidade, martírio, curas de
epidemias, perseverança heróica, dons espirituais, etc). É de notar também que
Nossa Senhora acaba colocando dois pilares de pedidos: Eucaristia e devoção
mariana (estarmos aos pés do altar e com a medalha), exatamente como, mais
tarde, são João Bosco vai ter em sonhos.
Agora,
nesse estudo, é hora de nos concentrarmos no que acontecia (e aconteceria) na
França durante o século XIX.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Anna Catharina Emmerich
Normalmente, o que se conhece da beata Anna Catharina Emmerich está no livro "O Rosário e a via sacra nas visões de Anna Catharina Emmerich" e o filme produzido por Mel Gibson "A paixão de Cristo", que é baseado em suas visões. Mas há muito mais. Reproduzo abaixo um estudo também de 2012 sobre esse assunto.
Beata Anna Catharina Emmerich
Wilson Jr.
09/11/2012
Começamos o século XIX
com a vida de uma beata: Anna Catharina
Emmerich (1774-1824). É conhecido um livro chamado “O Rosário e a Via-sacra
nas visões de Anna Catharina Emmerich”. Freira alemã estigmatizada (recebeu as
chagas de Cristo), ela não teve visões apenas sobre os mistérios do Rosário,
mas também a respeito dos tempos futuros.
Problemas:
embora tenha sido beatificada pelo Papa João Paulo II em 03 de outubro de 2004,
há controvérsias a respeito de suas visões, que foram retiradas do processo,
sendo julgada apenas a vida da freira alemã.
Na
homilia de beatificação, João Paulo II nem toca nesse assunto (visões), mas
fala apenas da vida de Anna (http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/homilies/2004/documents/hf_jp-ii_hom_20041003_beatifications_po.html) . E há um trabalho acadêmico
bem amplo sobre suas visões, em http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cadernos&subsecao=religiao&artigo=emmerick&lang=bra. Este trabalho é bem crítico,
não só às suas visões (que possuem elementos cabalísticos e esotéricos, segundo
o autor) mas também de sua vida pessoal.
Ainda não li
totalmente o trabalho crítico (ele é bem longo), mas ainda o farei. A
princípio, levarei em consideração
SIM a vida e obra da beata Anna Catharina. Pode ser que com o tempo
cheguem novos fatos, novas conclusões (vinda do Vaticano; uma possível
canonização). A Igreja voltaria atrás em uma beatificação? Acho bem improvável.
Leigamente falando, um homem ou mulher
proclamado “beato” pela Igreja está no Céu. Foi santo na Terra? Não
necessariamente. Seus escritos são dignos de confiança e podem ser aceitos
pelos fiéis sem exitar? Não necessariamente. Bem complexa a questão, por culpa
do próprio Vaticano (bastaria o Papa se pronunciar sobre isso para acabar as
especulações).
Vamos
às visões relativas ao futuro, que é o que nos importa nesse estudo. Tirarei as
informações de http://www.fimdostempos.net/futuro_igreja_visoes_emmerick.html
. Não concordo com os comentários que o site faz das visões, mas como estão
sendo levadas todas as hipóteses em consideração, tudo bem.
“Vi ao Papa em oração rodeado de
falsos amigos, que muitas vezes faziam o contrário do que se lhes mandava”
O site
faz referência a João Paulo II nessa visão, o que acho bem precipitado e
improvável. Realmente João Paulo não era obedecido por muitos bispos, mas acho
mais crível que ela estivesse falando, nesse momento, de seu tempo.
O Papa era, então, Gregório XVI
(1765-1831).
Este Papa lutou contra o
Liberalismo, contra o Ecumenismo, contra a Liberdade de imprensa, religiosa e
de consciência, condenou a separação entre Igreja e Estado, entre outras coisas
(http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=documentos&subsecao=enciclicas&artigo=mirarivos&lang=bra). É bem possível que seus
bispos não concordassem com todas as suas decisões, embora não abertamente (por
isso chamados de “falsos amigos”).
A visão segue, dizendo que Nossa
Senhora impede o avanço dos que querem destruir a Igreja, ao menos onde ela
está com seu manto.
“Vi
então vir um novo Pontífice em procissão. O Papa era bem mais jovem e enérgico
que o anterior”
O site, mais uma vez, faz
referência a João Paulo II e Bento XVI, que o sucedeu. Porém, continuo vendo
mais sentido em Papas mais próximos da beata (por enquanto), pois Gregório XVI
morreria em 1831 com 80 anos (quando eleito tinha 66) e foi sucedido por Pio IX, então com 54 anos (bem mais jovem). Este
Papa também foi beatificado pela Igreja (João Paulo II, no ano 2000).
“Antes
que o Papa começasse a festa que tinha preparado aos seus e estes lançaram da
assembleia, sem contradição nenhuma, a uma multidão de eclesiásticos, uns de
elevado poder, outros de pouca significação, os quais saíram murmurando, cheios
de cólera”.
Chega a ser risível a
“interpretação” do site, fazendo referência desta visão à “reunião de
Aparecida”. A “festa” que o Papa tinha
preparado seria, ao meu ver, o Concílio Vaticano I. Isso faz muito mais
sentido. Já se sabia que uma das questões do Concílio seria o dogma da
infalibilidade papal.
Em seguida a visão fala de, sobre
a Igreja de são Pedro, resplandecer a são Miguel Arcanjo, “vestido
de cor vermelha, tendo uma grande bandeira de combate nas mãos”.
Essa parte parece já fazer parte à época do Papa Leão XIII que, no final do
século, teve uma horrível visão diabólica e fez uma oração e um exorcismo
pedindo a são Miguel Arcanjo que lutasse pela Igreja. Esta é a oração de são
Miguel que conhecemos (“...defendei-nos no combate...”) e que o Papa Leão XIII
introduziu ao final de toda santa Missa para ser rezado de joelhos.
“A
Igreja era de cor sangrenta como o vestido do Arcanjo. Ouvi que me diziam:
‘Terás um batismo de sangue’”
O site interpreta como os tempos
futuros (para nós), onde passaríamos por perseguições, mas insisto que fazem
mais sentido na época de Leão XIII. No período em que a oração de são Miguel
foi rezada nas Missas (final do século XIX até o Concílio Vaticano II, quando
Paulo VI retirou das Missas essa oração) aconteceu uma perseguição
vermelhíssima (de sangue) à Igreja. A Guerra civil espanhola massacrou
católicos, mas principalmente a revolução russa espalhou massacres imensos (na
Rússia e países comunistas em geral). Esse “batismo de sangue” previsto pela
beata Anna Catharina Emmerich já aconteceu.
O problema da minha interpretação
é que a visão diz que “o anjo derrotou
aos inimigos, os quais fugiram em todas as direções”. Logicamente
são Miguel não será derrotado, mas essa
vitória ainda não teria vindo. A oração de são Miguel foi retirada das
Missas (mas continuou com os padres e bispos que celebram no rito antigo, tridentino).
Então a beata começa a citar algo
surpreendente: “vi construir uma igreja curiosa, falsa
e perversa”. E segue:
“Nada vinha do
alto naquela igreja; tudo provia da terra e da escuridão, e os espíritos
imundos o traziam e preparavam tudo. Só a água parecia ter em si mesma força
saudável e em certo modo santificante. Vi trazer depois para dentro dessa
igreja uma grande quantidade de instrumentos. Muitas pessoas e também meninos
levavam utensílios e instrumentos da mais variada espécie para fazer e produzir
alguma coisa; mas tudo era escuro, pervertido, privado de vitalidade e não se
via mais do que separação e divisão”.
Uma outra igreja junto com a verdadeira Igreja. O
que quer dizer “só a água parecia ter em si mesma força saudável e em certo
modo santificante”? Que nada venha do Alto pode significar que esta igreja vai colocar o Homem (e não
Deus) em primeiro lugar. Vai cuidar das coisas da Terra (e deixar as coisas
do Céu um pouco de lado, em segundo plano). Já que chegamos até aqui, eu vou
arriscar: “uma grande quantidade de instrumentos” soa para mim como música,
embora o sentido na visão não seja exatamente esse (pode até estar incluído,
mas parece ser mais geral). Esta outra
igreja parece ter triunfado no Concílio Vaticano II. Embora legítimo, este
Concílio abriu as portas para coisas novas dentro da Igreja, a ponto do Papa
Paulo VI fazer um discurso em 7 de dezembro de 1965, dizendo: “Nós também, nós mais que todos, nós temos o
culto do homem”. E quanto ao Canto Gregoriano, que o Concílio não aboliu
(assim como o latim), a Reforma Litúrgica de Paulo VI o fez. E vieram muitos
instrumentos à Igreja. Não só à Igreja, à santa Missa (esse é o pior: a
renovação do sacrifício de Cristo passou a ser acompanhada de bateria,
guitarras, etc). Será que a “água” que a
beata relata na visão seria a santa Missa? Porque, apesar de profanada, ela
seria ainda válida (nessa interpretação).
Insisto novamente numa coisa: tudo isso são suposições. Não
tenho nenhum dom extraordinário que me leva a interpretar corretamente visões
de beatos e santos. Por isso a importância do debate, das discussões, e, acima
de tudo, orações, penitências, e humildade. A ideia é ir juntando todas as
hipóteses e tentar correlacionar.
Continuando, quando a beata
relata que a igreja falsa “parecia um
sarcófago de relíquias mortas e de figuras”, já parece fazer alusão
à Tradição (embora seja absurdo). Não é exatamente essa a acusação dos
“modernos”? Que a Igreja estava velha, incapaz de se comunicar com a
humanidade? Que precisava de um novo sopro? De uma renovação? Um aggiornamento?
“Vi aqueles homens com as mantas levar lenha adiante das arquibancadas
sobre as quais estava o púlpito e acender o fogo e soprar com os foles e com a
boca e afanar-se muito; mas não saía de ali mais do que fumaça de uma
escuridão”
Impossível aqui não fazer um
paralelo também com o que o Papa Paulo VI disse (em 29/06/1972), após os
primeiros anos do Concílio Vaticano II: “Por alguma brecha, a fumaça de Satanás penetrou no templo
de Deus: a dúvida, a incerteza, o questionamento, a inquietude, a
insatisfação, o afrontamento, surgiram...Nós esperávamos que o porvir do
Concílio fosse um dia ensolarado para a Igreja, mas encontramos novas tempestades. Nós acabamos cavando novos
abismos ao invés de aplaná-los. Que aconteceu?...” Será que essas coisas que
Paulo VI relata no pós-Concílio são (espiritualmente) o “sarcófago de relíquias mortas e de figuras”? E a beata
acrescenta: “Esta Igreja é em verdade feita
pelos homens, em conformidade com a nova moda, como o é a nova igreja, não
católica, de Roma, que é também dessa espécie”. Não deixa de ser
impressionante o relato da beata. Eu confesso que fiquei bem impressionado.
Imagine quando confrontarmos tudo isso com as profecias de Nossa Senhora de La
Salette e Fátima!
Eu gostaria de abreviar ao máximo
o relato, para que o texto não fique enorme (se a pessoa quiser ver na íntegra
é só ir no link), mas é impressionante demais.
“Penetrei ademais numa sala grande daquela cidade onde se celebrava uma
cerimônia odiosa, uma horrível e falsa comédia. Tudo estava pintado de negro.
Um foi posto dentro de um caixão e depois ressuscitou. Ele estava presente em
pessoa e levava no peito uma estrela. Parecia que isto significava uma ameaça
que assim sucederia. Vi dentro ao diabo em mil formas e figuras. Tudo era
densa e escura noite: aquilo era horrível”.
Esta parte me é impossível não
lembrar de um relato do livro do padre Malachi Martin, Windswept House, em que
ele conta que aconteceu no Vaticano, durante o reinado de Paulo VI (sempre ele)
uma Missa negra, com o objetivo de
entronizar o Arcanjo Lúcifer no Vaticano. Seria essa a “cerimônia
odiosa” relatada pela beata? Não consegui identificar quem é esse “Ele”, que a beata diz que “estava presente em pessoa e levava no peito uma
estrela”. São tão terríveis essas interpretações, pesadas, que
ficamos também aterrorizados.
A beata prossegue contando que vê
a Igreja destruída (“exceto o
coro e o Altar maior”), diz que são Miguel continua a combater e
impede a entrada de muitos maus sacerdotes, diz que tudo que foi destruído será
restaurado rapidamente. Viu a Igreja abandonada. Após relatar muitas e muitas
coisas, entra no relato do AntiCristo. Como seus relatos, a partir daí, começam
a falar da batalha final, da vitória de Cristo, vamos parar por aqui. Conseguimos
nessas visões ir de Gregório XVI a Paulo VI, um pulo e tanto.
Há quem diga que o escritor
(Clemens Bretano) que anotou as visões de Anna Catharina Emmerich deu sua
“ajuda” em algumas coisas, fazendo acréscimos.
Volto a insistir: são hipóteses. Certa vez o professor
Orlando Fedeli, então presidente da Associação Cultural Montfort, disse que “cavalgar hipóteses é pior que cavalgar um
cavalo bravio”. Mas eu insisto! E mesmo correndo o risco de me estatelar no
chão, não solto as rédeas! Sei que ao final de tudo isso muita coisa vai estar
mais clara.
Próximo passo: Santa Catarina
Labouré e a medalha milagrosa de Nossa Senhora das Graças (1830) e as aparições
(e profecias) de Nossa Senhora de La Salette (1846). Adianto uma frase terrível:
“Roma será a sede do AntiCristo”.
Beatos Pio IX e Anna Catharina
Emmerich, rogai por nós!
Beatos João XXIII e João Paulo
II, rogai por nós!
Nossa Senhora de La Salette,
rogai por nós!
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