domingo, 29 de novembro de 2015

FÁTIMA

     Ainda não vou entrar a fundo na história das aparições de Nossa Senhora de Fátima, mas quero comentar rapidamente três coisas sobre um livro que vi nas Paulinas por esses dias.
     Vi-o e me chamou a atenção (quase comprei). Dei uma folheada nele e me desanimou em três pontos:

01) Ele diz que a Consagração da Rússia foi realizada por s. João Paulo II em 1984, o que é absurdo. O Papa João Paulo II, em 1984, consagrou o mundo (sem citar a Rússia) e o Observatório Romano (jornal do Vaticano) ainda colocou em sua capa uma estranha oração que o Papa teria feito: "ilumina especialmente os povos de quem esperas esta consagração" (tradução livre, quem souber italiano ajude, por favor). Ele não cita a Rússia nominalmente em nenhuma de suas consagrações e a irmã Lucia foi direta sobre isso: "Nossa Senhora nunca pediu a consagração do mundo, mas sim da Rússia" (cito de cabeça).


02) Ele diz que a profecia da conversão da Rússia se deu com a queda do muro de Berlim. Isso é de uma ingenuidade inacreditável. Ou o autor está alienado, ou não entende o que seja conversão, ou usa de má fé (ou diz o que lhe falaram para dizer).

03) Ele interpreta o Terceiro Segredo de Fátima como o atentado que o Papa João Paulo II sofreu em 1981, exatamente como a interpretação do Vaticano na época em que foi revelado (ano 2000, se não me engano), o que é também um atentado à nossa inteligência. O Papa da visão é assassinado, e não só ele, diversos bispos, padres e leigos fiéis a ele. No atentado ao Papa em 1981 ninguém morreu. Dizer que a profecia era condicionada à ouvir a mensagem ou não também não ajuda, ou alguém pode chamar o mundo de convertido hoje? As coisas estão cada vez piores!

     Segue o link com a interpretação do Vaticano: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000626_message-fatima_po.html
   
     Perdi o interesse pelo livro. O próprio Ratzinger se desmentiu como Papa Bento XVI ao dizer que a mensagem de Fátima não estava ainda superada (depois de tê-la dado como encerrada no ano 2000). Ainda teremos novidades sobre isso. E não serão boas.

Wilson Junior

terça-feira, 24 de novembro de 2015

NÃO ACREDITO EM BAYSIDE, EUA

     Essas aparições aqui não considerarei em nada no estudo, mas, pra prosseguir o caminho começado em 2012, vem esse texto que é do início de 2013.

Essa já é demais para crer...mas e se...?
Wilson Jr.  17 e 29/04/2013

                Bom, vou adiantar logo de cara que não acredito nessas aparições, por mais ‘sinais’ que apresentem. Mas, como diz o ditado, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Que aparições estou falando? Das aparições de Nossa Senhora em Bayside, EUA, no século passado (portanto, bem recente e bem documentada), na década de 70.

                A vidente Verônica Lueken era uma típica dona-de-casa, mãe de cinco filhos. Em 1968, quando Verônica soube pelo rádio do assassinato de Robert F. Kennedy começou a chorar e a rezar por ele, quando sentiu um inexplicável perfume de rosas. Nesta aparição, Nossa Senhora apresentou-se como a ‘Senhora das rosas, auxílio das mães’.

                Concordo com o site de onde tirei essas informações no seguinte: “Nunca em mensagens anteriores a Mãe de Jesus foi tão dura e jamais fez denúncias tão comprometedoras, inclusive citando nomes de altos prelados que, segunda Ela, estariam a ‘serviço de Satanás’ e agindo corruptamente dentro do Vaticano”.

                Além do que sempre é pedido (orações, penitências, conversão), o que surpreende nestas aparições começo a relatar agora:

01)   “Em 27 de setembro de 1975, para estarrecimento de todos, a Senhora menciona que na cátedra de Pedro havia ‘um impostor criado a partir das mentes dos agentes de Satanás’ assumindo o lugar de Paulo VI. Suplicou à Verônica que proclamasse sobre os telhados que ‘os melhores cirurgiões plásticos foram usados para criar esse impostor’”. O Papa Paulo VI verdadeiro seria um prisioneiro no Vaticano.

02)   “Nossa Senhora das Rosas denunciou que o sucessor de Paulo VI/impostor, que fora João Paulo I, reinou apenas 33 dias porque ‘foi assassinado por envenenamento’”.

03)   Nestas aparições a Senhora cita três nomes (de Cardeais): Villot, Benelli e Casaroli como agentes de Satanás. Chega a dizer: “Casaroli, condenareis vossa alma ao inferno! Giovanni Beneli, que caminho haveis tomado? Estais no caminho que leva ao inferno e à condenação. Villot, líder do mal, apartai-vos desses traidores; não sois desconhecido para o Pai”

04)   Ela revela o terceiro segredo de Fátima, não revelado pelo Vaticano (até então): “Eu vos adverti que satanás entraria nos mais altos reinos da hierarquia de Roma. O terceiro segredo, filha minha, é que satanás entraria dentro da Igreja de meu Filho”.

05)   “Em 18 de junho de 1986, Durante a vigília de orações, mil e quinhentas pessoas foram testemunhas do ‘milagre do sol’ que girou exatamente como ocorrido no episódio de Fátima”.

Minhas considerações sobre isso:

 (1) É algo grave demais, inacreditável demais, não há como enganar tantos com algo tão incrível. O Papa Paulo VI nunca foi bom, desde quando era bispo e secretário do Papa Pio XII, que o afastou do cargo por ter sido provado que ele passava informações confidenciais à Rússia. O padre Luigi Villa foi o responsável por essa cassação e de muitas outras coisas estarrecedoras contra o bispo Montini, futuro Papa Paulo VI. “Nossa Senhora” o defende. Diante das evidências da História, é difícil defender Paulo VI. Se ele tivesse sido trocado por outra pessoa explicaria muita coisa. Considero quase impossível isso ter acontecido. Há acusações (não de ‘Nossa Senhora’) de que a irmã Lúcia teria sido substituída por uma sósia também. As evidências apresentadas são bem melhores do que essas de Paulo VI. Porém, todas as duas são questionáveis e improváveis. No caso de Paulo VI, envolveria o Vaticano inteiro numa mentira. No caso da irmã Lucia, um convento inteiro numa mentira. E não é uma mentirinha, uma mentira mortal. Considero (minha opinião) impossível no caso de Paulo VI e improvável no caso da irmã Lucia (embora não impossível; quando escrever sobre Nossa Senhora de Fátima, volto nessas acusações).

(2) Parece-me também muito inacreditável que Nossa Senhora venha revelar um assassinato cometido dentro do Vaticano, como se fosse uma detetive ou delatora. Uma coisa é uma profecia relativa ao futuro (e condicional à ouvir ou não a sua mensagem), outra coisa é essa acusação sobre o que estaria acontecendo no Vaticano. Só pra esclarecer: eu acredito, pelas evidências que já estudei, que João Paulo I foi assassinado SIM, mas não acredito que Nossa Senhora viria dos Céus para nos dizer isso. Outro ponto: se o Paulo VI impostor estava no comando, ele era um falso Papa. Os que viriam após ele seriam legítimos? Não sei dizer, mas considero impossível a questão.

(3) Parece-me também demais que Ela venha denunciar pessoalmente três cardeais. Se eles têm culpa no cartório (e é bem provável que não tenham sido nada bons; todos eles estão na lista do jornalista Mino Pecorelli, que foi assassinado na Itália, e que denunciou nesta lista mais de 100 bispos católicos iniciados na Maçonaria) não são os únicos. Seria uma maneira totalmente nova de Nossa Senhora se manifestar aos homens. Estranho demais. Imagine que Nossa Senhora viesse acusar pessoalmente todo Cardeal que se desvia da Sã Doutrina! Ela não faria outra coisa até o fim do mundo.

(4) As evidências de que o terceiro segredo de Fátima fala de uma apostasia na Igreja, e vindo de cima, não é novidade. Isso parece muito mais um intuito de enganar e arrastar as pessoas com esse sensacionalismo.

(5) É próprio do demônio ficar repetindo o que foi feito por ação de Deus. Repetir o tal ‘milagre do sol’ realizado em Fátima é esquisito. Por outro lado, Jesus, nos Evangelhos, multiplica os pães DUAS vezes. Não consegui encontrar notícias de jornais sobre esse fenômeno acontecido (mesmo sendo de 1986; o de Fátima, em 1917 eu consegui encontrar!).

Conclusão: as aparições não são reconhecidas pela Igreja, as ‘revelações’ são bombásticas demais, quem quer que tenha aparecido à vidente Verônica, é difícil acreditar que tenha sido Nossa Senhora. Ninguém é obrigado a acreditar em revelações particulares, e nessa eu realmente não acredito. Não há santos nesta época que confirmem o que aconteceu como verdadeiramente mensagens do Céu.


Fonte das aparições: site do “Últimas e derradeiras graças”.

sábado, 21 de novembro de 2015

ROMA SERÁ A SEDE DO ANTICRISTO?

   Polêmica é um dos meus nomes e não tenho medo disso. Na próxima parte do estudo trato sobre as aparições de Nossa Senhora de La Salete, na França, no século XIX. Este texto também é de 2012. Estão acabando os antigos e logo chegaremos aos novos.

“Roma será a sede do Anticristo”
Wilson Jr – 27 e 28.12.2012

Melanie, o que eu te vou dizer agora não será um segredo para sempre. Tu podes publicá-lo em 1858” (N.S.Salette). Obviamente não vou me prender em toda a história das aparições de Nossa Senhora de La Salette, mas quem quiser pesquisar mais, há fartos sites sobre, indico um: http://www.derradeirasgracas.com/4.%20Apari%C3%A7%C3%B5es%20de%20N%20Senhora/Nossa%20Senhora%20de%20La%20Salete.htm

Quanto às suas profecias, vamos procurar relacioná-las com o que já foi visto. O segredo revelado apenas a Melanie (mas não a Maximino) em 1846, foi entregue o texto do segredo ao Papa Pio IX em 1851 e publicado em sua totalidade apenas em 1879. É interessante também citar que o segredo não está incluído na aprovação dada pela Igreja à aparição, pois só foi divulgado depois.

Os sacerdotes, ministros de meu Filho, os sacerdotes, por causa da sua vida má, pelas suas irreverências e pela sua impiedade ao celebrar os santos mistérios, pelo amor ao dinheiro, o amor às honras e aos prazeres, os sacerdotes converteram-se em cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes provocam a vingança e a vingança pende sobre suas cabeças”.

É impressionante o linguajar utilizado para designar os sacerdotes: “cloacas de impureza”. Se essa declaração fosse aos dias de hoje, estaria perfeita: má vida, irreverência e impiedade ao celebrar, amor ao dinheiro, às honras e prazeres...mas em 1846? Estava tudo tão ruim assim já? Ou era já uma projeção ao futuro? Se era para ser divulgado em 1858, imagino que seria para prevenir que essas coisas não acontecessem. O que veio depois de 1858 (ou de 1879, quando foi divulgado)? Nesse ano em que foi pedida a divulgação aconteceu outra aparição mariana: a de Lourdes (mas essa veremos depois).

 O que sabemos e que bate com o que Nossa Senhora alerta é a heresia chamada de MODERNISMO. Esta apareceu “nos finais do século XIX” (segundo a Wikipedia) e entre seus principais pensadores estão: padres Salvatore Minochi, Romulo Murri, Ernesto Buonaiuti, George Tyrrel, Alfred Loisy, e o escritor Antonio Fogazzaro (segundo a Montfort). O que há de tão horrível assim nesta heresia, a ponto de Nossa Senhora chorar em La Salette pelos sacerdotes? Veremos também mais adiante, quando são Pio X, no início do século XX, a condenar textualmente. Por ora voltaremos às profecias.

Deus permitirá que a antiga serpente ponha divisões entre os soberanos, em todas as sociedades e em todas as famílias. (A humanidade) sofrerá penas físicas e morais. Deus abandonará os homens a si mesmos e enviará castigos que se hão de suceder durante mais de 35 anos”.

Logicamente estou separando algumas frases, pois o texto mesmo é bem longo. Essa frase chama atenção por ser, à primeira vista, uma injustiça: Deus abandonará os homens a si mesmos. Que isso aconteça com aqueles que O abandonaram, mas e quanto às crianças, por exemplo? Logicamente esta profecia é para aqueles que perseverarem no mal (no Modernismo?). E o “durante mais de 35 anos”? Se contarmos até o final do reinado de são Pio X vamos ter mais ou menos esse tempo, mas será que é isso? Não pode ser, pois somente após são Pio X (que foi quem caçou o Modernismo dentro da Igreja) é que vieram duas Grandes Guerras Mundiais, por exemplo. Logo após são Pio X, o Papa Bento XV já não foi tão enérgico no combate ao Modernismo.

Que o Vigário de meu Filho, o Sumo Pontífice Pio IX, não saia de Roma depois de 1859; mas que seja firme e generoso, que combata com as armas da fé e do amor. Eu estarei com ele”.

Em 1869 Pio IX inicia o Concílio Vaticano I. Por que o “não saia de Roma”?

Que o Papa se acautele contra os fazedores de milagres, porque chegou o tempo em que se hão de operar os mais espantosos prodígios na terra e no ar”.

Quais foram esses prodígios realizados de maneira espantosa e que Nossa Senhora pede que o Papa se acautele? Serão os estigmatizados? Fora estes, quem impressionou mais ou menos de maneira espantosa nessa época talvez tenham sido os Pentecostais protestantes. Quem tiver outra sugestão sobre quem Nossa Senhora está falando, que apresente.

No ano de 1864, serão libertados do inferno Lúcifer com um grande número de demônios; eles abolirão a fé pouco a pouco, mesmo nas pessoas consagradas a Deus. irão cegá-las de tal forma que, salvo se elas forem abençoadas por uma graça especial, essas pessoas assimilarão o espírito desses anjos maus. Muitas casas religiosas perderão completamente a fé e muitas almas irão se perder”.
O que aconteceu em 1864? Parece-me evidente que se fala do Modernismo, é a única coisa que se encaixa aqui (inclusive o Pentecostalismo também se encaixa no Modernismo). A assimilação do “espírito” dos anjos maus estaria ligada ao Pentecostalismo? Não foi o “reavivamento” protestante, que influenciaria muitos católicos, incluindo o futuro Papa João XXIII, e, mais à frente, dando início à Renovação Carismática Católica?

O que vem a seguir é incrível demais para uma tentativa de interpretação. É preciso meditar nas palavras de Nossa Senhora e começarmos a orar, com jejuns, lágrimas e penitências, clamando sem cessar a misericórdia de Deus.

Os livros maus abundarão na Terra e os espíritos das trevas espalharão, por toda a parte, um relaxamento universal por tudo o que seja serviço de Deus; e terão um enorme poder sobre a natureza. Haverá igrejas dedicadas ao culto desses espíritos. Certas pessoas serão transportadas de um a outro lugar por esses maus espíritos, e até sacerdotes, porque eles não serão conduzidos pelo bom espírito do Evangelho, que é um espírito de humildade, de caridade e de zelo pela glória de Deus.

Em algumas ocasiões, os mortos e os justos serão trazidos de volta à vida (isto é, esses mortos tomarão a aparência das almas justas que viveram na Terra, para melhor seduzir os homens. Esses ditos mortos ressuscitados não serão mais do que o demônio sob as suas figuras, e pregarão outro evangelho, contrário ao do verdadeiro Jesus Cristo, negando a existência do Céu, quer ainda a existência das almas dos condenados. Todas essas almas aparecerão como que unidas aos seus corpos). E serão vistos, por toda a parte, prodígios extraordinários, porque a fé verdadeira se extinguiu e a falsa luz ilumina o mundo. Ai dos Príncipes da Igreja que se tenham apenas dedicado a acumular riquezas e salvaguardar a sua autoridade, e a dominar com orgulho!

Aterrador. Nem sei o que dizer, de imediato. Quem, hoje em dia, tem conhecimento das profecias de La Salette? E pra quê ter conhecimento do que disse Nossa Senhora se o Espírito Santo fala em nós (e até ora em nós), não é mesmo? Será o Espírito Santo mesmo ou será que estamos seguindo a nós mesmos? Talvez mais pra frente eu volte nesse ponto, que parece inacreditável demais.

O Vigário do meu Filho terá muito que sofrer, porque um tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições – será o tempo das trevas. A Igreja terá uma crise medonha. Esquecida a santa fé de Deus, cada indivíduo quererá governar-se por si mesmo e ser superior aos seus semelhantes”.

Qual é esse Papa que terá muito que sofrer? Pio IX? Ou essa profecia é bem mais para frente? Cada indivíduo querer governar-se a si mesmo, esquecendo a fé de Deus, parece-me o subjetivismo pentecostal. Quem na Igreja hoje sabe dizer o que é a heresia do Modernismo? Mas estão todos cheios do Espírito Santo (mesmo fora da Igreja Católica, mesmo que não saibam nada da verdadeira fé).

O Santo Padre sofrerá muito. Estarei com ele, até o fim, para receber o seu sacrifício. Os malvados atentarão muitas vezes contra a sua vida, sem poder pôr fim aos seus dias; nem ele, porém, nem o seu sucessor (Nota escrita por Mélanie na margem de seu exemplar: ‘que não reinará por muito tempo’) verão o triunfo da Igreja de Deus”.

Aqui lembra-me o que Nossa Senhora diz em Fátima sobre o sofrimento do Papa. Mas nem ele (qual deles?) nem seu sucessor (que terá pouco tempo; João Paulo I?) verão o triunfo da Igreja. É inevitável lembrar de João Paulo I (que só governou por 33 dias) quando se fala de um reinado curto. Se for dele que estava falando, então o Papa que sofre é Paulo VI (!!!). Não sei se Paulo VI sofria pela crise da Igreja, mas que ele fez sofrer, fez, afinal, qual Papa, no século XX, beneficiou mais o Modernismo que Paulo VI? A não ser...que as profecias de Nossa Senhora de Bayside sejam verdadeiras...mas essas não são reconhecidas pela Igreja...e são inacreditavelmente terríveis...terríveis demais...

É contada muitas e muitas coisas, e iremos dar uma acelerada até o ponto que os sedevacantistas costumam se apegar bastante. Mas, antes da frase que dá título a esse artigo, mais um parágrafo interessante.

Haverá no mundo uma espécie de falsa paz. Não se pensará senão em divertimentos. Os malvados se irão entregar a todo o gênero de pecados. Porém, os filhos da santa Igreja, os filhos da fé, os meus verdadeiros imitadores, crescerão no amor de Deus e nas virtudes que me são mais queridas. Ditosas as almas humildes, dirigidas pelo Espírito Santo!”

Estará falando do mundo ou também dentro da Igreja, quando fala de divertimentos? Com tantos bingos, carnavais para Jesus, micaretas cristãs, a própria Missa virando um show...não sei...não se vê quem busque virtudes, mas se vê muito quem busque carismas ou coisas materiais!

Roma perderá a fé se tornará a sede do anticristo”.

Essa é a frase usada para justificar que, após o Concílio Vaticano II, ou após o Papa Pio XII, quando aparentemente o Modernismo triunfa na Igreja de maneira visível e oficial, o Vaticano (Roma) perderá a fé. Mas...seria isso possível? O inferno não estaria prevalecendo sobre a Igreja dessa forma? Se tivesse sido dito apenas que Roma seria a sede do anticristo, tudo bem, pois iria apenas designar um local onde o anticristo concentraria mais as suas forças, mas...e esse “Roma perderá a fé...”?

Talvez “Roma” signifique que até mesmo o Papa (ou mais de um) perderá a fé. Assim poderia ser, mas a Igreja como um todo? Nunca! Pouco antes da publicação do segredo tinha acontecido o Concílio Vaticano I, declarando o dogma da infalibilidade papal, como de repente a Igreja abandonaria a fé? Por mais que os Sedevacantes queiram fazer malabarismos, não há como conciliar isto. No caso de um Papa sim, no caso da Igreja não.

No caso de um Papa sim, eu escrevi. Qual? Já veio ou ainda virá? Se levar em conta que essa grande crise é mesmo a heresia do Modernismo, então esse Papa eu diria que é Paulo VI. Se for mais de um, inclui-se João XXIII. Como ter certeza? Julgando pela fé católica, pelas profecias de Nossa Senhora e santos. Logicamente, tudo isto são hipóteses. O problema das hipóteses é que cabem outras. Caberiam até mesmo hipóteses a favor de Paulo VI e João XXIII. Querem ver?

A Igreja será eclipsada, o mundo estará em aflição. Porque, eis que chegam Enoque e Elias, cheios do Espírito de Deus; eles pregarão com a força de Deus, e os homens de boa vontade acreditarão em Deus, e muitas almas serão consoladas. Farão grandes progressos pela virtude do Espírito Santo e condenarão os erros diabólicos do Anticristo”.

Pensando bem, eu iria interpretar ‘Enoque e Elias’ como os dois Papas do Concílio Vaticano II, mas se olharmos bem, eles não pregaram ‘com força’ (de maneira dogmática, mas pastoral) e não fizeram os ‘homens de boa vontade’ (maçonaria?) acreditarem em Deus (no verdadeiro). Também não condenaram erros nenhum (longe disto).

O sangue correrá por toda a parte. Quem poderá vencer se Deus não diminuir o tempo da prova? Pelo sangue, as lágrimas e as orações dos justos, Deus se deixará aplacar. Enoque e Elias serão martirizados. Roma, pagã, desaparecerá. Cairá fogo do céu e consumirá três cidades. Todo o universo será presa de terror e muitos se deixarão seduzir, porque não adoraram o verdadeiro Cristo, que vivia entre eles. Chegou o tempo; o sol está escurecendo; só a fé sobreviverá”.

Sangue, lágrimas e orações! Assim se combate! É preciso ter coragem de um mártir! Que Deus nos dê essa coragem, mas o ponto principal não é se Deus vai nos dar ou não essa coragem...o ponto principal é se NÓS queremos essa coragem! Deus faz 99% de tudo, mas esse nosso 1% que precisamos dar atrapalha-nos demais!

Um ponto interessante: “Roma, pagã, desaparecerá”. Se Roma havia perdido a fé e se tornado a sede do anticristo, já não havia nada de Roma. Porém, na restauração prometida é a Roma ‘pagã’ que desaparecerá. Isso faz pensar que as duas Romas estarão agindo, e logicamente a fiel a Deus vencerá.

Gostaria de acrescentar um comentário agora, no final, sobre a parte da mensagem que fala que mortos e justos voltarão à vida, demônios tomarão a forma desses que voltarão à vida e farão prodígios extraordinários. Parece-me inacreditável demais! E isso não aconteceu, pelo menos não ainda. Não tenho conhecimento de ninguém que tenha ressuscitado e esteja fazendo milagres. Se isso acontecer mesmo, como é que se irá provar que não é da parte de Deus? Mesmo que esteja pregando contra a fé, com toda certeza, uma multidão irá acompanhá-lo.

Bom, há quem coloque em dúvida essas profecias como acréscimos duvidosos, http://advhaereses.blogspot.com.br/2012/03/roma-nao-sera-sede-do-anticristo.html, e lembro novamente que essas profecias não são reconhecidas pela Igreja, por terem sido anunciadas depois, mas a vidente é a mesma, Mélanie (embora somente ela, Maximino não confirmou). Enfim, coisas a favor, coisas contra.

A mensagem de La Salette segue a mesma linha das outras em seu tempo: crise no clero, sofrimento do Papa, etc, se encaixa perfeitamente entre os “profetas da desventura” que João XXIII citou no início do Concílio Vaticano II.

Nossa Senhora de La Salette, rogai por nós!

P.S.: Nunca ouvi falar nem se existe um processo de beatificação para os videntes de La Salette, embora seja uma aparição reconhecida pela Igreja. Nem para Mélanie nem Maximino. Por que tanta pressa em beatificar e canonizar os nossos últimos Papas? Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo I e II: quanto empenho em canonizar estes (Pio XII nem tanto) enquanto, além de Mélanie e Maximino, nem se fala da irmã Lúcia, vidente de Fátima, por exemplo (ou na canonização dos outros dois pastorinhos, Jacinta e Francisco).  As ‘virtudes heróicas’ dos últimos Papas estão tão evidentes assim? Será que só eu não consigo ver?



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O MITO DA IDADE MÉDIA


E aqui estamos nós, nas “trevas” medievais. A autora inicia o livro ironizando os críticos medievais, que consideram a Idade Média como uma época de “mortes, massacres, cenas de violências, fomes, epidemias”. Ela ri de um encontro (universitário) realizado em 1964 na França cujo tema era: “A Idade Média seria civilizada?”: “Desejamos”, diz a autora, com ironia, “para conforto moral dos participantes, que nenhum tenha tido, ao voltar para o seu domicílio, de passar diante da Notre Dame de Paris. Podia ter sentido um certo mal-estar”.

A Idade Média significa sempre: época de ignorância, de embrutecimento, de subdesenvolvimento generalizado, muito embora tenha sido a única época de subdesenvolvimento durante a qual se construíram catedrais”, ironiza a autora, mais uma vez, como também quando comenta sobre uma jornalista, que teria declarado a respeito de um acontecimento atual: “execuções duma selvageria quase medievais!”.  Sua resposta é constrangedora: “Saboreemos este ‘quase’. Certamente, no século dos campos de concentração, dos fornos crematórios e do Goulag, como não ficar horrorizado com a selvageria dos tempos em que se esculpia o portal de Reims ou o de Amiens”.

No decorrer do livro a autora (Regine Pernoud, desculpe) vai desconstruindo as idéias que normalmente temos da Idade Média, e que são baseadas em preconceitos e lendas, como serem os medievais “desajeitados e inábeis”, “grosseiros e ignorantes”, época de “indolência e barbárie”, “a mulher sem alma”, etc. Ela mostra com fatos históricos como a mulher era valorizada na Idade Média, e que somente a partir do Renascimento (na Idade Moderna) ela passa a ser renegada a um segundo plano. Até mesmo quando fala das bruxas que foram queimadas ela esclarece que, não na Idade Média, mas já era também na Idade Moderna.

Regine Pernoud é especialista em Idade Média, este é o segundo livro seu que leio e recomendo. Para desfazer esses mitos que são tão vivos em nós sobre a Idade Média, somente o estudo mesmo. É fato que muito do preconceito sobre os medievais vem de que esta seria uma época totalmente “católica” (ou seja, um preconceito religioso) ou “cristã” (dá no mesmo). Até mesmo essa imagem que temos de que a Igreja Católica mandava no mundo a autora mostra que não era bem assim, com o exemplo do Papa que foi expulso de Roma (Urbano II) e ficou exilado na França, entre outros.


Não é um livro muito grande, mas riquíssimo. Se você quer alimentar suas ideologias revendo a História a seu favor (como fazem os marxistas), esqueça! Seja feliz na sua ignorância! Se quer aprender História através de fatos históricos, quer sejam a favor ou contra suas convicções, com a intenção de chegar o mais perto possível da verdade (ao menos em busca desta),  esta autora e este livro são um bom começo. 

Wilson Junior

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

MARIE JULIE JAHENNY E SUAS VISÕES SURPREENDENTES

Essa daqui é fantástica! Vale a pena conhecer! Mais um texto antigo, mas precisamos concluir o que já vi para depois continuar de onde parei, não é mesmo?

As visões de Marie-Julie Jahenny
Wilson Jr. 11.12.2012
Marie-Julie não foi beatificada nem canonizada. Procurei rapidamente pela internet e não achei nada que indicasse que há, pelo menos, um processo de investigação sobre ela. Mas, pelo caráter de sua vida e fenômenos que se manifestaram, pode ser citada neste estudo. Fonte: http://www.communityofhopeinc.org/Prayer%20Pages/Saints/marie%20julie.html

Ingressou na Ordem Terceira Franciscana com 20 anos (1870), três anos depois recebeu os estigmas (além das cinco chagas, sofreu as feridas da coroa de espinhos e a cruz na cabeça e ombros, entre outras). Foi agraciada com muitas visões, algumas iremos ver neste estudo.

Em 1880, durante um êxtase, ela descreveu: “O Sumo Pontífice lança uma oração agonizante a seu povo, aos filhos dos quais é o pai. É uma espada para a minha alma...eu vejo aves brancas que levam em seus bicos seu sangue e pedaços de sua carne. Eu vejo a mão de Pedro quebrada pelo prego como o de Deus. Vejo suas roupas cerimoniais em farrapos, roupas que vestem sua dignidade para derrubar Deus do altar. Eu vejo tudo em meu sol (Nota: a palavra poderia ser ‘filho’ em vez de ‘sol’ – em inglês a palavra ‘sun’ é sol e ‘son’ é filho). Oh, como eu sofro!

Salta aos olhos o que destaquei sublinhando: ‘aves brancas’ que levam o sangue e pedaços de carne do Papa. Quem são essas aves brancas? Seriam os bispos? Mas na visão de são João Bosco, os bispos se reúnem COM o Papa e não CONTRA ele. Porém, a beata Ana Catarina Emmerich diz que vê o Papa rodeado de falsos amigos. Logicamente, não há uma unanimidade nos bispos, alguns estarão a serviço de Cristo e outros, infelizmente, a serviço do mal (conscientes ou não). Isso está claro até nos Evangelhos (o joio e o trigo). Qual Papa? Será que o Papa que Marie-Julie vê é o mesmo que são João Bosco e os pastorinhos de Fátima vêem? Serão vários Papas ou essas visões dizem respeito a um determinado Papa?

A ‘mão quebrada’ de Pedro também é interessante. Isto poderia se encaixar na colegialidade que hoje existe na prática, embora na teoria o Papa é a cabeça visível da Igreja ainda, mas claramente sem poder de comando total. A colegialidade foi, sem sombra de dúvida, coroada no Concílio Vaticano II, na confusa Lumem Gentium (um documento que possui, em seu final, uma ‘nota explicativa’, que acaba sendo uma confissão de que não ficou claro o seu texto).

Quanto às roupas cerimoniais em farrapos, também poderíamos citar o Concílio Vaticano II e Reforma Litúrgica do Papa Paulo VI, afinal, foi após o Concílio que os padres deixaram de usar a batina (se foi culpa do Concílio não sei, mas foi após ele que se permitiu). A batina,no entanto, não é a roupa da cerimônia. Os trajes a serem usados na Santa Missa continuam. Por que estão em “farrapos”? será somente a roupa do Papa ou do clero em geral? Será espiritual a mudança (a Missa nova?)?

Em 1884 Nossa Senhora diz a Marie-Julie: “A crise explodirá repentinamente, os castigos serão compartilhados por todos e acontecerão um após o outro sem interrupção...os três dias de escuridão serão a quinta, sexta e sábado. Os dias do Santíssimo, da Cruz e de Nossa Senhora...a terra será coberta de escuridão...e o inferno será libertado na terra. Trovões e relâmpagos farão com que aqueles que não têm fé nem confiança em Meu poder morram de medo...durante esses três dias de escuridão aterradora, nenhuma janela deverá ser aberta, porque ninguém será capaz de ver a terrível cor que terá nesses dias de castigo sem morrer...o Céu estará ardendo, a terra se partirá...durante esses três dias de trevas que se acenda a vela abençoada em toda parte, nenhuma outra luz brilhará...ninguém fora de um abrigo sobreviverá. A terra tremerá como no juízo e o terror será enorme...apenas as velas de cera benta darão luz durante essa terrível escuridão. Uma vela só bastará para a noite dessa noite de inferno...nas casas dos ímpios e dos que blasfemam estas velas não darão nenhuma luz...tudo será sacudido, menos o móvel em que repousa a vela benta...vocês vos juntareis ao redor do crucifixo e minha santa imagem. Isto é o que manterá afastado esse terror...durante esta escuridão, os demônios e os ímpios tomarão formas das mais horríveis...nuvens vermelhas como sangue se moverão pelo céu. O trovão estrepitoso estremecerá a terra e sinistros relâmpagos riscarão os céus fora do tempo. A terra será sacudida desde seus alicerces. O mar de levantará e suas ondas furiosas se estenderão sobre os continentes...a Terra se tornará um enorme cemitério. Os corpos dos ímpios e dos justos cobrirão o solo. Três quartos da população mundial desaparecerão. Metade da população da França será destruída”.

Estes famosos três dias de escuridão são citados, segundo o site, por vários santos (não sei quais), inclusive por Padre Pio de Pietrelcina (nunca li nada sobre isso). Sem dúvida, a mensagem de Marie-Julie se encaixa perfeitamente no que o Papa João XXIII, na abertura do Concílio Vaticano II, chamará de “profetas da desventura”. Nota-se logo de cara que essas profecias ainda não se realizaram. Não houve (ainda) esses três dias de escuridão onde ninguém deve abrir a janela (para não ser morto), onde apenas as velas bentas irão ter luz, onde os demônios tomarão formas horríveis, onde apenas um quarto do planeta estará vivo. Li comentários de incrédulos em fóruns pela internet em que debochavam dessas mensagens e, cá pra nós, é realmente aterrador e incrível. Mas, uma coisa seria EU dizer que essas coisas irão acontecer, outra coisa é uma mulher religiosa, com os estigmas de Cristo, que passou 5 anos se alimentando apenas da Eucaristia (e depois, nos seus últimos anos, também) falar tudo isso.

Surpreendente também é o que Marie-Julie relata no início do século XX. Entre 1902 e 1904, ela relatou: “E eu os advirto. Os discípulos que não são do Meu Evangelho estão trabalhando duro para refazê-lo segundo as suas ideias e sob a influência do inimigo das almas uma Missa que conterá palavras odiosas à minha vista...quando chegar a hora fatídica quando os meus sacerdotes serão postos à prova, serão (estes textos) os que serão celebrados neste segundo período...o primeiro período é o do Meu sacerdócio, que existe desde que Eu o fundei. O segundo é o da perseguição, quando os inimigos da fé e da santa religião, que imporão suas fórmulas, no livro da segunda celebração...esses espíritos infames são aqueles que Me crucificaram e estão esperando o reinado do novo Messias”.

Não há como não falar da reforma litúrgica de Paulo VI e sua nova Missa, ou será que se está falando especificamente de uma Missa negra? Ora, missas negras não são novidades, por que esta seria específica? E além do mais, diz que durante o ‘segundo período’ os textos serão celebrados pelos sacerdotes. Estaria falando, não do rito novo em si, mas das aberrações que vieram a partir dele? Como por exemplo: missas afro, gaúcha, tango, etc?

“Nesta aberração, os sacerdotes quebrarão seus juramentos...pelo pouco respeito que tem para com os Apóstolos de Deus, o rebanho se torna indiferente e deixa de observar as leis. O próprio sacerdote é responsável por esta falta de respeito, porque ele próprio não respeita seu sagrado ministério, e o lugar que ocupa nas suas funções sagradas, o rebanho segue os passos de seus pastores; e isso é uma grande tragédia...o clero será severamente castigado por sua veleidade inconcebível e sua grande covardia que lhe é incompatível com suas funções...um terrível castigo está preparado para aqueles que erguem todas as manhãs a pedra do Santo Sacrifício. Eu não vim para seus altares para ser torturado. Sofro mil vezes mais por esses corações do que nenhum outro. Vos absolvo dos vossos pecados grandes, meus filhos, mas não pode conceder nenhum perdão a estes sacerdotes”.

Sem dúvida, fala de celebrações sacrílegas. Novamente, é impossível não imaginar a Missa nova do Papa Paulo VI com suas inovações. Não se pode, porém, imaginar que o Santo Sacrifício seria extinto (a não ser por pouquíssimos, que continuariam celebrando no rito gregoriano), isso seria a vitória do inferno sobre a Igreja (o que é impossível). Assim, só podemos conceber que a Santa Missa atual é válida, mesmo sacrílega. Como pode?

Marie-Julie diz que “aqueles que governam o rebanho” serão os culpados pela crise que virá. O comunismo não teria triunfado se a Igreja tivesse permanecido fiel. Ela menciona um Papa que, no último momento, inverterá a sua política e fará um apelo solene ao clero, mas não será obedecido. Pelo contrário, uma Assembléia de bispos vai exigir ainda mais liberdade, declarando que já não obedecerão ao Papa. Marie-Julie, então, diz que a Revolução Vermelha estourará. Ela fala de uma “religião horrível” que substituirá a Fé Católica, e vê “muitos, muitos bispos” abraçando esta “religião sacrílega e infame”.

Será que essa assembleia de bispos exigindo liberdades é o Concílio Vaticano II ou um terceiro Concílio do Vaticano? Sim, porque a “revolução vermelha” já estourou! Poderia ser que Bento XVI tentasse esse apelo ao clero, mas os bispos exigissem um outro Concílio, como muitos já até pediram (incluindo o herege Hans Kung).

Não deixarão neste caminho odioso e sacrílego. Irão ainda mais longe para envolver tudo no instante, e de um só golpe, a santa Igreja, o clero e a Fé de meus filhos...novos pregadores com novos sacramentos, novos templos, novos batismos, novas confraternidades”. Assustador! Não pode estar falando do protestantismo, que poderia bem se encaixar nesses novos “pregadores, sacramentos, templos, batismos e confraternidades”, mas está falando da Igreja Católica, de algo que acontecerá DENTRO da Igreja Católica. O que trouxe novos sacramentos, templos, batismos e confraternidades? O Concílio Vaticano II? A Renovação Carismática? Os novos movimentos (focolares, neocatecumenato, etc)? Quem se aventura numa resposta? Se a “Revolução Vermelha” já estourou (a Revolução Russa e o comunismo ateu), então essa realidade de novos “pregadores, sacramentos, templos, batismos, confraternidades” JÁ ESTÁ ACONTECENDO! O que é?

Há muito mais coisas sobre Marie-Julie e suas visões, mas vamos parar por aqui.

A preparação a esses tempos de crise vem de longe. Mas, num tempo em que todos falam com Jesus, com Maria e com o Espírito Santo diretamente, por que ouviriam esses apelos através de aparições extraordinárias de Nossa Senhora ou de santos?


Próximos passos no estudo: Nossa Senhora de La Salette e o início do Pentecostalismo Protestante moderno. 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Santa Catarina Labouré

Mais um texto antigo que merece ser compartilhado.
Ainda tenho alguns outros...

Santa Catarina Labouré e a medalha milagrosa de Nossa Senhora das Graças
Wilson Jr.  14 e 21/11/2012

                Em 1815, após a morte de sua mãe, uma menina de 9 anos retirou uma imagem de Nossa Senhora da parede, beijou-a e pediu-lhe que substituísse a sua mãe, agora falecida. Ela não tinha ideia de que isso iria acontecer de maneira extraordinária.

                Não vou me prender nos detalhes da vida da santa, estes podem ser lidos na internet. Em HTTP://www.catolicismo.com.br, por exemplo.

                Em 1830, já no convento, Catarina foi acordada no meio da noite por um menino (seu anjo da guarda), que lhe chamou até a Capela, onde disse que a Santíssima Virgem a esperava. Foi o primeiro encontro. Nossa Senhora lhe revelou algumas coisas que aconteceriam na França, e em outro encontro mostrou a ela a medalha que ela deveria pedir ao seu confessor que fosse feita (a medalha que conhecemos de Nossa Senhora das Graças).

                Através da medalha, muitas graças aconteceram na vida de quem as recebeu, e por isso ela ganhou o nome de medalha ‘milagrosa’. Somente no final de sua vida é que souberam que ela tinha sido a irmã privilegiada que recebeu essa missão de Nossa Senhora. Sua vida foi de recolhimento, oração, modéstia. Foi beatificada por Pio XI em 1933 e canonizada por Pio XII em 1947. Seu corpo permanece incorrupto até os dias de hoje.

                Onde se encaixa no estudo essas aparições marianas na vida de santa Catarina Labouré? Houve uma preparação! Nossa Senhora antecipou algumas coisas particulares (relativas à França) e fez aumentar a devoção mariana, através da medalha milagrosa. Vejamos algumas das mensagens:
                “Deus deseja te encarregar de uma missão. Tu encontrarás oposição, mas não temas...os tempos estão difíceis para a França e para o mundo. Vai ao pé do altar, graças serão derramadas sobre todos, grandes e pequenos, e especialmente sobre os que as buscarem...haverá muitas perseguições, a cruz será tratada com desprezo, será derrubada e o sangue correrá”.

                Outro site: HTTP://profeciasdenossasenhora.blogspot.com.br  (onde peguei esta mensagem).

                Tempos difíceis para a França e para o mundo. Poderíamos perguntar: por que tanta fixação na França durante o século XIX? Houve essa aparição a santa Catarina, e ainda as aparições de La Salette e Lourdes! Qual o papel da França nisso tudo?

                Em outro site (HTTP://www.filhasdacaridade.com.br) traz algumas coisas interessantes para nossa meditação. Na primeira aparição (foram três ao todo), Nossa Senhora lhe diz: “Venha aos pés deste altar. Aqui, as graças serão derramadas sobre todas as pessoas que pedirem com confiança e fervor: grandes e pequenos. As graças serão derramdas particularmente sobre as pessoas que as pedirem”.

                Interessante! “Aqui” onde serão derramadas as graças é “aos pés do altar”, ou seja, na santa Missa. Mas não foi sempre assim? Nossa Senhora viria de maneira extraordinária para dizer algo que, em teoria, todos sabem? A não ser que: esta verdade estivesse ficando esquecida pelos fiéis ou que fosse uma preparação para algo (por isso um pedido especial do Céu de maneira mais intensa). Quem tiver outras hipóteses que as apresente.

                Que a importância da santa Missa fique, por vezes, esquecida pelos fiéis (que fraquejam na fé, ou se afastam, ou não lutam contra as tentações do pecado, etc), no meu entender, acontece SEMPRE, em maior ou menor grau. O ser humano, felizmente ou infelizmente, é assim: inconstante. Fico, então, com a segunda opção: essa aparição extraordinária de Nossa Senhora pedindo que estejamos “aos pés do altar” é uma preparação. A que? A algo que ainda vai acontecer, obviamente. E muitas coisas aconteceram, na França e no mundo.

                Na segunda aparição, ela pede que seja cunhada a medalha, e diz que será dada uma proteção especial da Mãe de Deus. E finalmente na terceira aparição ela aparece soltando raios das mãos (a figura da medalha), ou seja, derramando suas bênçãos.

                Concluindo: Nossa Senhora aparece de maneira extraordinária a uma freira filha Ca caridade (santa Catarina) para preparar a França e o mundo para coisas que acontecerão e que serão “difíceis”. Fala de “perseguições”, que a “Cruz (Missa?) será tratada com desprezo, será derubada (?) e o sangue correrá”. Por isso ela pede que as pessoas se coloquem “aos pés do altar” e sob sua proteção, e que peçam as “graças”. Só faltou vermos o que são “graças”. Será que é qualquer coisa que quisermos? Se assim fosse Nossa Senhora seria como um “gênio da lâmpada”, não é mesmo? Claro que esses pedidos não são de qualquer coisa. O que é que exatamente a santa Mãe de Deus quer nos fazer receber?

                Se a preparação é para algo que vai acontecer à França e ao mundo, parece evidente que essas graças dizem respeito e uma resposta a essas trágicas coisas que irão acontecer. não seria algo apenas no âmbito pessoal de cada um (um carro, uma casa, coisas materiais em geral, uma doença, a não ser que atingisse a muitos, uma epidemia, por exemplo) mas graças de combate (santidade, martírio, curas de epidemias, perseverança heróica, dons espirituais, etc). É de notar também que Nossa Senhora acaba colocando dois pilares de pedidos: Eucaristia e devoção mariana (estarmos aos pés do altar e com a medalha), exatamente como, mais tarde, são João Bosco vai ter em sonhos.


                Agora, nesse estudo, é hora de nos concentrarmos no que acontecia (e aconteceria) na França durante o século XIX. 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Anna Catharina Emmerich

     Normalmente, o que se conhece da beata Anna Catharina Emmerich está no livro "O Rosário e a via sacra nas visões de Anna Catharina Emmerich" e o filme produzido por Mel Gibson "A paixão de Cristo", que é baseado em suas visões. Mas há muito mais. Reproduzo abaixo um estudo também de 2012 sobre esse assunto.

Beata Anna Catharina Emmerich
Wilson Jr. 09/11/2012

                Começamos o século XIX com a vida de uma beata: Anna Catharina Emmerich (1774-1824). É conhecido um livro chamado “O Rosário e a Via-sacra nas visões de Anna Catharina Emmerich”. Freira alemã estigmatizada (recebeu as chagas de Cristo), ela não teve visões apenas sobre os mistérios do Rosário, mas também a respeito dos tempos futuros.

                Problemas: embora tenha sido beatificada pelo Papa João Paulo II em 03 de outubro de 2004, há controvérsias a respeito de suas visões, que foram retiradas do processo, sendo julgada apenas a vida da freira alemã.

                Na homilia de beatificação, João Paulo II nem toca nesse assunto (visões), mas fala apenas da vida de Anna (http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/homilies/2004/documents/hf_jp-ii_hom_20041003_beatifications_po.html) . E há um trabalho acadêmico bem amplo sobre suas visões, em http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cadernos&subsecao=religiao&artigo=emmerick&lang=bra. Este trabalho é bem crítico, não só às suas visões (que possuem elementos cabalísticos e esotéricos, segundo o autor) mas também de sua vida pessoal.

                        Ainda não li totalmente o trabalho crítico (ele é bem longo), mas ainda o farei. A princípio, levarei em consideração SIM a vida e obra da beata Anna Catharina. Pode ser que com o tempo cheguem novos fatos, novas conclusões (vinda do Vaticano; uma possível canonização). A Igreja voltaria atrás em uma beatificação? Acho bem improvável. Leigamente falando, um homem ou mulher proclamado “beato” pela Igreja está no Céu. Foi santo na Terra? Não necessariamente. Seus escritos são dignos de confiança e podem ser aceitos pelos fiéis sem exitar? Não necessariamente. Bem complexa a questão, por culpa do próprio Vaticano (bastaria o Papa se pronunciar sobre isso para acabar as especulações).

                Vamos às visões relativas ao futuro, que é o que nos importa nesse estudo. Tirarei as informações de http://www.fimdostempos.net/futuro_igreja_visoes_emmerick.html . Não concordo com os comentários que o site faz das visões, mas como estão sendo levadas todas as hipóteses em consideração, tudo bem.

                “Vi ao Papa em oração rodeado de falsos amigos, que muitas vezes faziam o contrário do que se lhes mandava”

                O site faz referência a João Paulo II nessa visão, o que acho bem precipitado e improvável. Realmente João Paulo não era obedecido por muitos bispos, mas acho mais crível que ela estivesse falando, nesse momento, de seu tempo.

O Papa era, então, Gregório XVI (1765-1831).

Este Papa lutou contra o Liberalismo, contra o Ecumenismo, contra a Liberdade de imprensa, religiosa e de consciência, condenou a separação entre Igreja e Estado, entre outras coisas (http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=documentos&subsecao=enciclicas&artigo=mirarivos&lang=bra). É bem possível que seus bispos não concordassem com todas as suas decisões, embora não abertamente (por isso chamados de “falsos amigos”).

A visão segue, dizendo que Nossa Senhora impede o avanço dos que querem destruir a Igreja, ao menos onde ela está com seu manto.

“Vi então vir um novo Pontífice em procissão. O Papa era bem mais jovem e enérgico que o anterior”

O site, mais uma vez, faz referência a João Paulo II e Bento XVI, que o sucedeu. Porém, continuo vendo mais sentido em Papas mais próximos da beata (por enquanto), pois Gregório XVI morreria em 1831 com 80 anos (quando eleito tinha 66) e foi sucedido por Pio IX, então com 54 anos (bem mais jovem). Este Papa também foi beatificado pela Igreja (João Paulo II, no ano 2000).

“Antes que o Papa começasse a festa que tinha preparado aos seus e estes lançaram da assembleia, sem contradição nenhuma, a uma multidão de eclesiásticos, uns de elevado poder, outros de pouca significação, os quais saíram murmurando, cheios de cólera”.

Chega a ser risível a “interpretação” do site, fazendo referência desta visão à “reunião de Aparecida”. A “festa” que o Papa tinha preparado seria, ao meu ver, o Concílio Vaticano I. Isso faz muito mais sentido. Já se sabia que uma das questões do Concílio seria o dogma da infalibilidade papal.

Em seguida a visão fala de, sobre a Igreja de são Pedro, resplandecer a são Miguel Arcanjo, “vestido de cor vermelha, tendo uma grande bandeira de combate nas mãos”. Essa parte parece já fazer parte à época do Papa Leão XIII que, no final do século, teve uma horrível visão diabólica e fez uma oração e um exorcismo pedindo a são Miguel Arcanjo que lutasse pela Igreja. Esta é a oração de são Miguel que conhecemos (“...defendei-nos no combate...”) e que o Papa Leão XIII introduziu ao final de toda santa Missa para ser rezado de joelhos.

“A Igreja era de cor sangrenta como o vestido do Arcanjo. Ouvi que me diziam: ‘Terás um batismo de sangue’”

O site interpreta como os tempos futuros (para nós), onde passaríamos por perseguições, mas insisto que fazem mais sentido na época de Leão XIII. No período em que a oração de são Miguel foi rezada nas Missas (final do século XIX até o Concílio Vaticano II, quando Paulo VI retirou das Missas essa oração) aconteceu uma perseguição vermelhíssima (de sangue) à Igreja. A Guerra civil espanhola massacrou católicos, mas principalmente a revolução russa espalhou massacres imensos (na Rússia e países comunistas em geral). Esse “batismo de sangue” previsto pela beata Anna Catharina Emmerich já aconteceu.

O problema da minha interpretação é que a visão diz que “o anjo derrotou aos inimigos, os quais fugiram em todas as direções”. Logicamente são Miguel não será derrotado, mas essa vitória ainda não teria vindo. A oração de são Miguel foi retirada das Missas (mas continuou com os padres e bispos que celebram no rito antigo, tridentino).

Então a beata começa a citar algo surpreendente: “vi construir uma igreja curiosa, falsa e perversa”. E segue:

Nada vinha do alto naquela igreja; tudo provia da terra e da escuridão, e os espíritos imundos o traziam e preparavam tudo. Só a água parecia ter em si mesma força saudável e em certo modo santificante. Vi trazer depois para dentro dessa igreja uma grande quantidade de instrumentos. Muitas pessoas e também meninos levavam utensílios e instrumentos da mais variada espécie para fazer e produzir alguma coisa; mas tudo era escuro, pervertido, privado de vitalidade e não se via mais do que separação e divisão”.

Uma outra igreja junto com a verdadeira Igreja. O que quer dizer “só a água parecia ter em si mesma força saudável e em certo modo santificante”? Que nada venha do Alto pode significar que esta igreja vai colocar o Homem (e não Deus) em primeiro lugar. Vai cuidar das coisas da Terra (e deixar as coisas do Céu um pouco de lado, em segundo plano). Já que chegamos até aqui, eu vou arriscar: “uma grande quantidade de instrumentos” soa para mim como música, embora o sentido na visão não seja exatamente esse (pode até estar incluído, mas parece ser mais geral). Esta outra igreja parece ter triunfado no Concílio Vaticano II. Embora legítimo, este Concílio abriu as portas para coisas novas dentro da Igreja, a ponto do Papa Paulo VI fazer um discurso em 7 de dezembro de 1965, dizendo: “Nós também, nós mais que todos, nós temos o culto do homem”. E quanto ao Canto Gregoriano, que o Concílio não aboliu (assim como o latim), a Reforma Litúrgica de Paulo VI o fez. E vieram muitos instrumentos à Igreja. Não só à Igreja, à santa Missa (esse é o pior: a renovação do sacrifício de Cristo passou a ser acompanhada de bateria, guitarras, etc). Será que a “água” que a beata relata na visão seria a santa Missa? Porque, apesar de profanada, ela seria ainda válida (nessa interpretação).

Insisto novamente numa coisa: tudo isso são suposições. Não tenho nenhum dom extraordinário que me leva a interpretar corretamente visões de beatos e santos. Por isso a importância do debate, das discussões, e, acima de tudo, orações, penitências, e humildade. A ideia é ir juntando todas as hipóteses e tentar correlacionar.

Continuando, quando a beata relata que a igreja falsa “parecia um sarcófago de relíquias mortas e de figuras”, já parece fazer alusão à Tradição (embora seja absurdo). Não é exatamente essa a acusação dos “modernos”? Que a Igreja estava velha, incapaz de se comunicar com a humanidade? Que precisava de um novo sopro? De uma renovação? Um aggiornamento?

“Vi aqueles homens com as mantas levar lenha adiante das arquibancadas sobre as quais estava o púlpito e acender o fogo e soprar com os foles e com a boca e afanar-se muito; mas não saía de ali mais do que fumaça de uma escuridão

Impossível aqui não fazer um paralelo também com o que o Papa Paulo VI disse (em 29/06/1972), após os primeiros anos do Concílio Vaticano II: “Por alguma brecha, a fumaça de Satanás penetrou no templo de Deus: a dúvida, a incerteza, o questionamento, a inquietude, a insatisfação, o afrontamento, surgiram...Nós esperávamos que o porvir do Concílio fosse um dia ensolarado para a Igreja, mas encontramos novas tempestades. Nós acabamos cavando novos abismos ao invés de aplaná-los. Que aconteceu?...” Será que essas coisas que Paulo VI relata no pós-Concílio são (espiritualmente) o “sarcófago de relíquias mortas e de figuras”? E a beata acrescenta: “Esta Igreja é em verdade feita pelos homens, em conformidade com a nova moda, como o é a nova igreja, não católica, de Roma, que é também dessa espécie”. Não deixa de ser impressionante o relato da beata. Eu confesso que fiquei bem impressionado. Imagine quando confrontarmos tudo isso com as profecias de Nossa Senhora de La Salette e Fátima!

Eu gostaria de abreviar ao máximo o relato, para que o texto não fique enorme (se a pessoa quiser ver na íntegra é só ir no link), mas é impressionante demais.

“Penetrei ademais numa sala grande daquela cidade onde se celebrava uma cerimônia odiosa, uma horrível e falsa comédia. Tudo estava pintado de negro. Um foi posto dentro de um caixão e depois ressuscitou. Ele estava presente em pessoa e levava no peito uma estrela. Parecia que isto significava uma ameaça que assim sucederia. Vi dentro ao diabo em mil formas e figuras. Tudo era densa e escura noite: aquilo era horrível”.

Esta parte me é impossível não lembrar de um relato do livro do padre Malachi Martin, Windswept House, em que ele conta que aconteceu no Vaticano, durante o reinado de Paulo VI (sempre ele) uma Missa negra, com o objetivo de entronizar o Arcanjo Lúcifer no Vaticano. Seria essa a “cerimônia odiosa” relatada pela beata? Não consegui identificar quem é esse “Ele”, que a beata diz que “estava presente em pessoa e levava no peito uma estrela”. São tão terríveis essas interpretações, pesadas, que ficamos também aterrorizados.

A beata prossegue contando que vê a Igreja destruída (“exceto o coro e o Altar maior”), diz que são Miguel continua a combater e impede a entrada de muitos maus sacerdotes, diz que tudo que foi destruído será restaurado rapidamente. Viu a Igreja abandonada. Após relatar muitas e muitas coisas, entra no relato do AntiCristo. Como seus relatos, a partir daí, começam a falar da batalha final, da vitória de Cristo, vamos parar por aqui. Conseguimos nessas visões ir de Gregório XVI a Paulo VI, um pulo e tanto.

Há quem diga que o escritor (Clemens Bretano) que anotou as visões de Anna Catharina Emmerich deu sua “ajuda” em algumas coisas, fazendo acréscimos.

Volto a insistir: são hipóteses. Certa vez o professor Orlando Fedeli, então presidente da Associação Cultural Montfort, disse que “cavalgar hipóteses é pior que cavalgar um cavalo bravio”. Mas eu insisto! E mesmo correndo o risco de me estatelar no chão, não solto as rédeas! Sei que ao final de tudo isso muita coisa vai estar mais clara.

Próximo passo: Santa Catarina Labouré e a medalha milagrosa de Nossa Senhora das Graças (1830) e as aparições (e profecias) de Nossa Senhora de La Salette (1846). Adianto uma frase terrível: “Roma será a sede do AntiCristo”.

Beatos Pio IX e Anna Catharina Emmerich, rogai por nós!
Beatos João XXIII e João Paulo II, rogai por nós!

Nossa Senhora de La Salette, rogai por nós!